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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sistema de saúde francês oferecerá anticoncepcionais e abortos gratuitos para adolescentes


As mulheres francesas terão agora maior acesso a abortos e métodos contraceptivos. A Assembleia Nacional francesa aprovou nesta sexta-feira (26) o reembolso integral das despesas com o aborto voluntário pelo sistema público de saúde. Também foi aprovada a distribuição gratuita de anticoncepcionais para jovens de 15 a 18 anos.

Até agora, o sistema de saúde francês pagava o aborto integral apenas para menores e pobres, enquanto as outras mulheres podiam ser reembolsadas com até 80% do custo do procedimento, que pode custar mais de US$ 580 (mais de R$ 1.500). Já a contracepção era parcialmente reembolsada.
Com a mudança para o reembolso total, a França espera reduzir o número de gravidezes indesejadas e abortos feitos de modo inseguro. Em 2010, cerca de 225.000 abortos foram realizados no país. O aborto foi descriminalizado na França em 1975.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Crianças que dormem menos engordam mais



Um estudo neozelandês que acompanhou 244 crianças com idades entre 3 e 5 anos descobriu que, em média, elas dormem 11 horas por noite; mas, para cada hora que elas dormem a menos, ganham 700 gramas de gordura até o sétimo aniversário.

Os pesquisadores monitoraram os padrões de sono das crianças através de dispositivos chamados acelerômetros, que medem movimento. As crianças usaram esses dispositivos durante cinco dias na idade de três, quatro e cinco anos.

Os cientistas também questionaram os pais sobre a dieta de seus filhos e a quantidade de exercício que eles praticavam, bem como educação da mãe, etnia e renda da família. Todos esses fatores foram levados em conta.

Os autores do estudo concluíram que as crianças que dormem menos são mais propensas a ficar acima do peso, mesmo após ajuste para variáveis de estilo de vida. Eles acreditam que existem dois fatores em jogo: mais tempo disponível para comer “fora do horário” e alterações nos níveis hormonais desencadeadas por não dormir o suficiente.

A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda que crianças pré-escolares durmam entre 11 e 13 horas todas as noites, enquanto as crianças em idade escolar devem dormir 10 a 11 horas por noite.

A falta de sono afeta os níveis de dois hormônios envolvidos no controle do apetite; diminui os níveis de leptina, que daí avisa o cérebro para comer mais, e aumenta os níveis de grelina, o que causa o mesmo efeito – mais apetite.

Os pesquisadores advertem, no entanto, que ainda não se sabe ao certo se dormir mais pode reduzir a obesidade infantil.

domingo, 15 de maio de 2011

Consumo de doces não significa guerra com a balança



Se você tentava não comer chocolate e outros doces para evitar excesso de peso no corpo e na consciência, temos uma boa notícia. O consumo dessas guloseimas não está diretamente associado ao aumento de massa. Pelo contrário: um estudo de uma instituição científica em Louisiana (EUA) afirma que ingerir doces está relacionado com um baixo Índice de Massa Corporal (IMC).

Obviamente, como explica a pesquisa, essas gostosuras não são um agente para emagrecimento. Tampouco você pode se empanturrar de doces esperando não engordar, a ingestão deve ser com parcimônia. De qualquer modo, como explicam os cientistas, uma quantia moderada de chocolate não faz mal a ninguém, mesmo que a pessoa em questão tenha a tendência a engordar.

Em uma pesquisa nutricional comum nos EUA, chamada de “regressão de 24 horas”, o paciente relata tudo o que comeu no dia anterior. Embora os pesquisadores considerem a possibilidade de que as pessoas tenham omitido ou diminuído a quantidade verdadeira de cada alimento, o que se percebeu é que o doce em quantidade moderada simplesmente não engorda.

Dividiram-se dois grupos de pessoas, os que consomem doces e os que não o fazem. O IMC médio dos “doceiros” ficou em 27,7, enquanto esse número foi de 28,2 para os não-consumidores. Ou seja, uma diferença de apenas 0,5 na escala e com os que não comem doces sendo um pouco mais gordos. A pesquisa aconteceu com 15 mil adultos americanos acima de 19 anos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Comer tatu causa lepra



Você se depara com um tatu e seu primeiro pensamento é… comê-lo? Caso seja, esqueça. Cientistas descobriram que o contato direto com o animal – incluindo o curioso hábito de ingeri-lo, causa a hanseníase, doença mais conhecido como lepra.

Os cientistas do Governo dos Estados Unidos procuravam uma resposta para um intrigante e misterioso surto de casos de hanseníase no sul do país. A doença, afinal, é difícil de ser contraída, muito mais do que nos tempos bíblicos ou na Idade Média, por exemplo.

Testes genéticos revelaram que a doença antiga ainda pode ser causada ao “manipular frequentemente” tatus – ou comer essa criatura de aparência bizarra, conhecida em algumas regiões dos Estados Unidos como “lombada caipira”. Aparentemente, algumas pessoas apreciam fazer refeições com os animais atropelados na estrada.

Apenas cerca de 150 casos de hanseníase são registrados a cada ano nos Estados Unidos, principalmente de pessoas que tinham estado em lugares como Índia, Brasil e Angola, onde a doença é mais comum.

Porém, o risco de adoecer de um tatu é baixa. A maioria das pessoas expostas a eles não ficar doente com a antiga praga, conhecida cientificamente como hanseníase e agora facilmente tratável.

Tatus são um dos poucos mamíferos que abrigam as bactérias que causam a doença às vezes desfigurante que primeiro aparece como lesões incomuns e irregulares na pele.

Embora a hanseníase seja infecciosa, é difícil de pegá-la. Correm maior risco os familiares que estão em constante contato com uma pessoa não tratada. A hanseníase não pode ser transmitido através do contato casual, como aperto de mão, ou pelo sexo.

A doença é curável através de tratamento precoce de antibióticos antes que ocorram complicações. Os medicamentos matam as bactérias normalmente em poucos dias e as tornam não-contagiosas. Geralmente, leva um ano ou dois para limpar totalmente o germe do corpo.

Se não for tratada, a hanseníase pode causar danos nos nervos tão grave que as pessoas perdem a sensibilidade nos dedos das mãos e pés, levando à deformidade e incapacidade.

Enquanto o germe ataca a pele, as mãos e os pés dos seres humanos, ela tende a infectar o fígado, baço e os linfonodos dos tatus.

Daqui para a frente, se você encontrar um tato por aí, o que deve fazer? “Deixem os animais em paz “, aconselha o pesquisador Richard Truman, do Programa Nacional de Hanseníase. Warwick Britton, da Universidade de Sydney, na Austrália, também dá sua dica: “Evite abraçar tatus”.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quando mais cedo uma mulher menstrua, maior a probabilidade de seu bebê ser menina



Segundo um novo estudo japonês, as mães que ficam menstruadas mais cedo têm mais probabilidade de ter um bebê que seja menina.

Mais de 10.000 mães participaram da pesquisa. Elas responderam questões como a idade de sua primeira menstruação e o sexo de seu bebê. Os pesquisadores encontraram diferenças sutis na taxa de sexo das crianças, dependendo de quando a mãe menstruou pela primeira vez.

46% das crianças nascidas de mulheres que iniciaram a menstruação aos 10 anos de idade eram meninos. Este número subiu para 50% quando a mulher começou a menstruar aos 12, e para 53% quando as mulheres entraram na menarca na idade de 14.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que as mulheres que menstruam antes dos 12 anos têm níveis mais altos do hormônio sexual feminino estradiol. Segundo os pesquisadores, isso pode levar a aborto espontâneo de óvulos fertilizados do sexo masculino.

Especialistas dizem que a teoria é plausível, já que os embriões do sexo masculino são conhecidos por serem mais vulneráveis a desequilíbrios hormonais.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Antidepressivo na gravidez: tomar ou não tomar?



A ciência ainda não foi capaz de resolver definitivamente a seguinte questão: se uma mulher grávida passa a sofrer de depressão, deve tomar algum medicamento que não esteja 100% livre do risco de causar algum dano ao feto, ou “aguentar” a depressão até ter o bebê? A resposta atual é “depende do caso”.

Ainda não há muitos estudos avançados na relação entre antidepressivos e o período de gravidez. De forma geral, não existe nenhum medicamento que seja garantido pelos médicos como absolutamente livre de alterar algo na gravidez. Apesar disso, alguns remédios foram identificados como “quase livres”, não causam nenhum dano aparente ao feto. Além disso, a depressão por si só pode causar problemas ao bebê que vai nascer.

Por isso, a recomendação da medicina é que se avalie cada caso: se a depressão da gestante não for significativa (geralmente é medida pela ansiedade e mudanças bruscas de humor na mulher), pode-se tentar evitar os remédios, não sem antes consultar um doutor. Se, por outro lado, a depressão se apresentar muito forte, deve-se sim procurar um médico e identificar o que pode ser tomado de forma segura.

Um congresso médico nos Estados Unidos, em 2006, apurou que de 14% a 23% das grávidas experimentam depressão durante a gestação. Cerca de 8% das gestantes tomam medicamentos antidepressivos. A maioria dos estudos na área foi feita por uma associação americana não-lucrativa que orienta grávidas sobre manutenção da saúde nesse período.

Entre os riscos de se tomar alguns medicamentos, estavam causar algum defeito cardíaco no bebê (associado ao remédio Paxil), ou problemas pulmonares (relacionados ao Paxil, Zoloft ou Prozac), mas há dois atenuantes. O primeiro é que apenas metade dos estudos realizados indicou tais chances de problemas. Além disso, nenhum dos riscos identificados foi superior a 1%, ou seja, uma taxa quase desprezível.

Outro ingrediente que se adiciona a esse dilema é o seguinte: interromper a ingestão de um remédio durante a gravidez também pode ser um problema. A mesma pesquisa constatou que o terceiro trimestre da gravidez é crítico para qualquer perturbação: se a mulher já tomava um medicamento e o deixa de fazer nos últimos três meses, pode ter uma depressão pós-parto muito mais acentuada. E como a depressão por si só também acarreta problemas, nem sempre é bom simplesmente evitar qualquer medicamento.

Uma boa saída, para quem optar por não tomar remédios, são terapias. Relaxamentos, medicamentos naturais e cochilos são boas opções para combater depressão leve ou moderada, sem correr qualquer risco de prejudicar seu bebê.

Descoberta da AIDS completa trinta anos, mas a doença existe há mais de cem



O primeiro caso de AIDS identificado no mundo ocorreu em junho de 1981, com cinco jovens homossexuais em Los Angeles (EUA). O acontecimento fará aniversário de trinta anos daqui a menos de dois meses. Apesar disso, já se descobriu que o vírus HIV circula entre os seres humanos há mais de cem anos. Uma dúvida freqüente da ciência é justamente o motivo pelo qual a medicina demorou mais de sete décadas para identificar corretamente o vírus da AIDS.

O caso dos rapazes de Los Angeles foi inicialmente identificado como pneumonia. Três meses depois do primeiro diagnóstico, exames revelaram a presença de um retrovírus que ataca diretamente as células do sangue. Quando foi mais bem conhecido, o vírus foi nomeado “human imunodeficiency virus”, o HIV.

Pouca gente conhece o SIV (simian imunodeficiency virus), que é um “equivalente” entre os macacos do causador da AIDS. A teoria mais aceita para o surgimento da AIDS entre os humanos é que o vírus ingressou na nossa espécie a partir de aldeias no Oeste da África, que se alimentavam de macacos.

Duas amostras de sangue, coletadas há 50 anos (mas analisadas apenas em 2008), deram essa resposta. Na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), examinaram uma amostra de 1959 e outra de 1960, e ambas continham o vírus. Observando os genes contidos no sangue, remontaram o surgimento do vírus entre 1902 e 1921, ou seja, no mínimo há 90 anos já havia portadores do HIV.

A partir dessas amostras e de exames subseqüentes, foi possível traçar o provável caminho que o HIV percorreu pelo mundo. Deixando a África Subsaariana, migrou com algum viajante para o Haiti, e chegou aos Estados Unidos em 1969, onde seria descoberto doze anos depois. É a baixa ocorrência do vírus, segundo um cientista britânico, o que explica a demora da ciência em descobrir o vírus. Estima-se que apenas 4000 pessoas continham o vírus em toda a África no início dos anos 60, data das amostras, ou seja, foi como uma agulha no palheiro encontrar duas pessoas portadoras entre milhões de amostras.

Os cientistas admitem, de maneira geral, que não seria mesmo fácil detectar o vírus HIV. Quando os quatro jovens em Los Angeles foram identificados como portadores em 1981, já havia nada menos do que 100.000 casos não esclarecidos da doença só nos Estados Unidos. Na África, onde a medicina ainda é bem mais atrasada hoje, imagine há cinquenta anos, não é surpresa que o HIV tenha passado setenta anos sem ser identificado.

Refris dietéticos e adoçantes não aumentam risco de diabetes



Nos últimos vinte anos, houve um boom no mercado de produtos dietéticos. Versões diet, light e adocicadas artificialmente passaram a fazer parte do vocabulário corrente do consumidor, mas a medicina esteve sempre com um pé atrás. Pesquisas de diferentes cientistas afirmavam que estes produtos aumentavam o risco de diabetes. Mas um recente estudo da Universidade de Harvard desmente essa premissa.

Os pesquisadores afirmam que, embora não devam ser consumidas em excesso, as bebidas diet são de fato uma boa alternativa para quem quer perder peso, e não têm nenhum grande efeito colateral. De acordo com os cientistas de Harvard, os estudos anteriores que apontaram bebidas dietéticas como causadoras de diabetes foram precipitados: verificaram que a maioria dos portadores da doença consumia produtos diet, e vice-versa, e associaram os dois fatores sem que houvesse uma ligação comprovada.

A pesquisa, desta vez, analisou mais de 40.000 homens adultos, de 1986 a 2006, comparando seus dados médicos e hábitos alimentares. Entre os dados analisados, estava a quantidade e regularidade do consume de dietéticos.

De maneira geral, dos 40.000 pesquisados, 7% foram diagnosticados com diabetes durante os vinte anos da pesquisa. Primeiro dado: os homens que bebiam uma ou mais doses de bebidas dietéticas por dia tinham 16% a mais de ocorrência de diabetes do que aqueles que não bebiam. Segundo dado: os participantes que mais consumiam os dietéticos também eram aqueles que mais consumiam refrigerantes regulares.

Então, resolveram analisar aqueles que tinham situação crítica em outros indicadores de saúde, tais como pressão sanguínea, colesterol e massa corporal. Neste grupo, a incidência de pessoas que bebiam dietéticos era ainda maior, ou seja: as pessoas contraem diabetes por conta dos indicadores ruins (pressão, colesterol, peso), e são essas que tendem a consumir mais dietéticos. Mas não é o consumo deles que aumenta o risco.

Apesar disso, os médicos reiteram a orientação de não abusar de produtos diet. Ainda que não contribuam para a diabetes, em excesso podem ocasionar uma série de outros problemas de saúde – alguns já provados, outros ainda não.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fertilização in vitro aumenta chance de complicações para os bebês



Segundo um novo estudo, bebês concebidos através de fertilização in vitro (FIV) são significativamente mais propensos a sofrer complicações.

Os pesquisadores afirmam que isso não é devido a defeitos genéticos, mas sim porque os procedimentos de fertilização in vitro frequentemente produzem gêmeos, trigêmeos ou outros múltiplos, e múltiplos são mais propensos a nascer prematuramente e, portanto, a sofrer complicações mais tarde.

Nesse procedimento, os óvulos são fertilizados com espermatozóides em laboratório. Poucos dias depois, quando os ovos fertilizados desenvolverem massas multi-celulares, um ou mais destes embriões são transferidos para o útero de uma mulher.

Nos EUA, entre as mães com menos de 35 anos, 10% tem um único embrião transferido, e 90% tem dois ou mais. As mulheres com mais de um embrião transferido não terão necessariamente múltiplos. Mas, quando mais de um embrião é transferido, elas são mais propensas a engravidar.

Em comparação com gestações naturais, também é muito mais provável que elas acabem esperando gêmeos ou trigêmeos. Isso é o que coloca esses bebês em risco: com trigêmeos, a taxa de prematuridade está muito próxima de 100%, e com gêmeos, a taxa é cerca de 70%.

No Canadá, embora os procedimentos de fertilização in vitro somem apenas 1% dos nascimentos, 17% dos bebês internados em UTIs (unidades de terapia intensiva) neonatais são bebês FIV.

Bebês prematuros correm riscos graves de saúde. Provavelmente a maioria dos recém-nascidos internados em UTIs está lá por causa de complicações relacionadas à prematuridade.

Os problemas de saúde enfrentados por esses recém-nascidos prematuros colocam uma enorme carga sobre o sistema nacional de saúde do Canadá. Segundo pesquisadores, a implantação de uma política que obrigasse a transferência de apenas um embrião em procedimentos de FIV reduziria drasticamente os custos com terapia intensiva neonatal (a estimativa de economia anual é de aproximadamente 63 milhões de reais).

Vários países europeus, que tem os cuidados com saúde nacionalizados (ou seja, que bancam o sistema de saúde para a população) instituíram a política do único embrião. Em Quebec, Canadá, a regra foi implementada ano passado para mães abaixo de 35 anos, e diminuiu o número de gestações gemelares resultantes de fertilização in vitro de 30 a 3,8% (e nenhum trigêmeo).

Os Estados Unidos não têm cuidados de saúde nacionalizados, assim a fertilização in vitro não coloca grande custo sobre o governo ou sobre as companhias de seguros. Os custos são assumidos principalmente pelos próprios pacientes, como em muitos outros países.

Custos de lado, porém, a expectativa de vida infantil ainda pode ser salva pela política do único embrião. Nos EUA, essa exigência poderia evitar a morte de 700 gêmeos e trigêmeos prematuros por ano, de um total de cerca de 41.000 nascimentos de FIV.

A desvantagem é que as mães com baixas chances de engravidar sofreriam com a lei do único embrião. O número de nascimentos múltiplos diminui, mas as taxas de sucesso também diminuem significativamente.

Pesquisas médicas, ao invés de políticas públicas, é que deveriam resolver o problema. Segundo os pesquisadores, a regulamentação rigorosa certamente é uma forma de alcançar a meta de redução de incidência de nascimentos múltiplos decorrentes de fertilização in vitro, mas seria injusto penalizar muitos casais, impedindo-os de ter filhos.

Grande parte das pesquisas no campo é direcionada a encontrar métodos para a seleção de embriões ideais, de modo a reduzir ainda mais o número médio de embriões transferidos sem diminuir significativamente a probabilidade de uma gravidez bem sucedida. Essa seria a melhor solução.

domingo, 10 de abril de 2011

Exercício físico durante a gravidez melhora o coração da mãe e do bebê



Alguns estudos já haviam concluído que exercício durante a gravidez beneficia a mãe, mas agora uma nova pesquisa mostra que não apenas o coração da mãe melhora, mas o coração do bebê também.

Os resultados sugerem que exercícios durante a gravidez é a primeira coisa que uma mãe pode fazer para melhorar a saúde cardiovascular de seu bebê após o nascimento.

A exposição ao exercício materno influenciou a maneira como o sistema nervoso e o coração da criança se desenvolveram, de modo que mesmo depois que o bebê nasce e não é mais exposto aos exercícios, ainda há diferenças; ou seja, o coração já nasce saudável.

O estudo envolveu 61 mulheres grávidas. Tanto a mãe quando o bebê tiveram sua função cardíaca avaliada durante e após a gravidez. As mulheres variaram em quantidade e tipo de exercício realizado, incluindo caminhadas, corridas, ioga e musculação.

O exercício regular durante a gravidez diminuiu a frequência cardíaca do feto e esse efeito persistiu por um mês após o nascimento. A frequência cardíaca baixa indicou que o coração do bebê estava em boa saúde, da mesma forma que um adulto que acabou de treinar.

As mulheres que se exercitaram pelo menos 30 minutos por dia, três dias por semana tiveram fetos com menor frequência cardíaca em comparação com as mulheres que não se exercitaram. As diferenças entre estes grupos foram vistas ainda um mês depois que o bebê nasceu.

Bebês de mães que se exercitaram também apresentaram maior variabilidade de frequência cardíaca, uma medida que indica o coração é melhor controlado pelo sistema nervoso.

No entanto, para saber se os benefícios cardíacos duram mais de um mês e levam a uma redução do risco de doenças cardiovasculares são necessários mais estudos, que acompanhem os bebês por várias décadas e observem possíveis desfechos clínicos, como a ocorrência de um ataque cardíaco.

Os pesquisadores ainda não sabem como o exercício durante a gravidez beneficia o coração do feto. Pode ser que um fator hormonal ou de crescimento produzido pela mãe durante o exercício atravesse a placenta e estimule o desenvolvimento do bebê.

O estudo é mais um de um corpo crescente de pesquisa sobre os benefícios do exercício durante a gravidez. A atividade pode aliviar dores nas costas, a pressão arterial e melhorar o humor da mãe. A maioria dos tipos de exercício (corrida, musculação, natação) é seguro para mulheres grávidas saudáveis. No entanto, alguns tipos de exercício não são recomendados porque podem prejudicar o bebê, como mergulho, que poderia privar o feto de oxigênio.

Ondas cerebrais podem ser usadas mover cursor do computador



Cientistas trabalham no desenvolvimento de um cursor na tela do computador pode ser controlado usando apenas o pensamento do usuário. Os sinais do cérebro já haviam sido transformados em movimento ou até mesmo imagens antes, mas a pesquisa atual mostra uma técnica inovadora chamada de eletrocorticografia, que se utiliza de sinais de controle vocálicos do cérebro.

Nessa técnica, sensores são colocados diretamente sobre a superfície cerebral. Os autores da pesquisa, publicada na Revista da Neuroengenharia, garantem que trata-se da criação de uma melhor “interface cérebro-computador” para os deficientes.

Um grande número de estudos dos últimos anos fez uso do eletroencefalograma, ou EEG, geralmente usado como um “capacete” com eletrodos que captam os campos elétricos produzidos pelos neurônios. A técnica tem sido utilizada para guiar cadeiras de rodas eléctricas ou mesmo brinquedos, baseado unicamente na vontade do usuário.

No entanto, com o eletroencefalograma, perde-se uma grande quantidade de informações preciosas que estão disponíveis mais perto do próprio cérebro, diz o principal autor do estudo, Eric Leuthardt, da Universidade de Washington em St Louis, EUA.

“Uma das características-chave na resolução do sinal é ver a maior frequência de atividade do cérebro – as frequências mais altas têm uma capacidade substancial de nos dar uma melhor visão das intenções cognitivas. Parte da razão pela qual o EEG sofre por isso é que age como um filtro de todos esses sinais de alta frequência”, explica.

Em outras palavras, o eletroencefalograma também capta sinais de fora do crânio, que atuam para absorver e atrapalhar os sinais cerebrais. A eletrocorticografia, pelo contrário, é assim chamado porque entra em contato direto com o córtex cerebral – a camada mais externa do cérebro.

Em um procedimento cirúrgico, um bloco de plástico contendo um número de eletrodos é implantado sob o crânio. Seu poder já foi demostrado ao permitir que um usuário jogue videogame apenas com a força do pensamento. Estudos anteriores já usaram sinais de controle de motor no cérebro: o pensamento ou a vontade de se mover em uma direção específica.

Porém, a diferença do estudo em questão é a inclusão das unidades de expressão conhecidas como fonemas, que permitem sinais de natureza “discreta”, em vez de sinais que variam em intensidade, como com os pensamentos do movimento.

“É pelo mesmo motivo que você não digita em um papel com o mouse – você tem um teclado com comandos discretos”, explica Leuthardt. “Nós queremos facilitar a comunicação através de diferentes fonemas – ou, essencialmente, teclas – que poderia permitir que eles tenham tipo discreto de controle”.

Quatro pacientes que já foram submetidos à implantação eletrocorticográfica – para determinar a origem dos ataques epilépticos incuráveis ​​- participaram no último estudo.

Eles foram convidados a pensar em quatro fonemas diferentes – “u”, “a”, “i” e “é” -, tendo seus sinais cerebrais registrados. Os sinais mostraram ser capazes de mover um cursor em uma tela de computador.

“Uma interface cérebro-computador, especialmente para alguém severamente prejudicado, precisam ser absolutamente confiável. Se você pensar nos sistemas EEG, eles se movem, são sensíveis ao ruído… A confiabilidade é muito menor”, compara.

Apenas alguns poucos sinais discretos, mas de confiança – equivalente a ser capaz de mover um cursor em duas dimensões e um efeito de “clique” – pode conduzir a um vasto número de aplicações.

O estudo também mostrou que implantes eletrocorticográficos no futuro provavelmente não precisarão ocupar uma área tão grande quanto a utilizada para a pesquisa da epilepsia. Apenas quatro milímetros já são o suficiente para fornecer o mesmo nível de informação.

Quando uma dor de cabeça é realmente um tumor no cérebro?



Tornou-se uma situação corriqueira: Você tem uma dor de cabeça e depois de pesquisar no Google, descobre que pode ser um sintoma de tumor cerebral.

Se você correr para o pronto-socorro com a suspeita de que tem um tumor ou alguma outra coisa muito séria, as chances são grandes de você estar sendo paranóico. Às vezes, porém, não se trata de paranoia, mas sim da triste realidade.

Foi o que aconteceu com Debbie Tonich quando a cefaleia de seu filho John, diagnosticada inicialmente como desidratação ou gripe forte, era na verdade um tumor maligno no cérebro. Neste caso, a paranoia – conhecido também por “intuição de mãe” – valeu a pena. “Acho que salvei sua vida”, resume Debbie.

Um domingo de fevereiro, logo após uma competição de luta, John Tonich, 16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio, começou a ter picos de dor de cabeça aguda.

“Eles duravam apenas dez segundos, mas eu precisava me sentar ou me apoiar em alguma coisa de tão forte que eram”, lembra John. “Eu tinha três ou quatro deles por dia.”

No início, seus pais pensaram que era apenas um efeito das várias quedas que ele havia sofrido mais cedo naquele dia durante as lutas. Dois dias depois, tendo em vista que a dor de cabeça não ia embora, eles levaram John para ver a médica da família em Parma Heights, Ohio. Ela diagnosticou desidratação, o que fazia sentido para a família uma vez que John estava bebendo menos líquido para poder se encaixar em uma categoria de luta mais leve. Ela coletou um pouco de sangue de John e lhe disse para beber Gatorade.

Mais dois dias se passaram e as dores de cabeça desapareceram, mas John estava se sentindo enjoado. Debbie levou-o novamente no médico e perguntou se não seria uma concussão (machucado na cabeça devido a um forte impacto). John questionou sobre aneurisma. Entretando, outra vez, a médica descartou problemas mais graves e lhes disse que era provavelmente alguma virose que ataca o estômago.

“Quando estávamos indo embora, ela nos entregou uma requisição para uma tomografia computadorizada e falou: ‘Só por precaução’”, conta Debbie.

“O pior tumor possível no pior lugar possível”

A requisição nunca precisou ser usada.

No dia seguinte à segunda visita à médica, John avisou sua mãe que se sentia tonto. Ela o apanhou e foram direto para a sala de emergência.

“O médico chegou e disse que John tinha o pior tipo possível de câncer no pior lugar possível, e que ele teria um ano para viver, no máximo dois”, lembra seu pai, Joe. “Chegamos pensando que ele tinha uma pequena contusão e saímos de lá com uma sentença de morte”.

John foi imediatamente transferido para um hostipal melhor equipado, a Clínica de Cleveland, onde se descobriu que a situação não era tão terrível quanto o médico do pronto-socorro pensava. Ele tinha um meduloblastoma, tumor diagnosticado em apenas mil pessoas em todo Estados Unidos a cada ano, de acordo com a Associação Americana de Tumor Cerebral.

Cerca de 50% a 60% das crianças com o mesmo tipo de meduloblastoma de John ainda estão vivas cinco anos após o diagnóstico. No caso de John, foi possível remover o tumor inteiro por meio de uma cirurgia. Agora ele faz tratamento com radioterapia e quimioterapia.

A família não culpa a médica por não descobrir o tumor no cérebro de John antes, já que dores de cabeça podem significar muitas coisas diferentes. Porém, Debbie alerta que quando você desconfia que há algo de errado, o melhor é persistir, mesmo que o primeiro diagnóstico que receber diga que não há problema algum. “Se algo não lhe parece bem, procure outras opiniões, outros exames. Não deixe para lá”, aconselha.

Naturalmente, a história de John é bastante incomum, já que a grande maioria das pessoas que têm dores de cabeça não possuem tumores cerebrais.

“Em mais de 99% das vezes, dor de cabeça não é câncer,” diz Gene Barnett, diretor do tumor cerebral Centro de Neuro-Oncologia e Tumor Cerebral da Clínica de Cleveland, Estados Unidos. “A maioria dos casos são apenas dor de cabeça de estresse, enxaqueca, sinusite ou algo mais benigno”.

Para cada 4 mil crianças que têm dores de cabeça, apenas uma tem tumor no cérebro, segundo o Santiago Medina, co-diretor do Departamento de Radiologia da Divisão de Neurorradiologia no Hospital Infantil de Miami.

Não há maneira simples de saber se a sua dor de cabeça é um tumor cerebral, mas os médicos têm algumas dicas de sinais indicativos. Antes de lê-los, porém, é preciso saber que de 50% a 60% de todas as pessoas com tumores cerebrais simplesmente não têm dores de cabeça, afirma Barnett.

Além disso, sua dor de cabeça pode se encaixar em todas as categorias a seguir e, ainda assim, é possível que você não tenha um tumor no cérebro. Por último, você pode não apresentar nenhum desses sinais, e mesmo assim ter câncer.

Sinal 1 – Estas cefaleias são uma novidade para você

Se você não costuma ter dores de cabeça, ou se esse é um tipo diferente de dor de cabeça do que você normalmente tem, é um sinal de alerta, diz Medina.

Sinal 2 – Suas dores de cabeça são acompanhadas de outros sintomas

Barnett conta que raramente vê um paciente com tumor cerebral cujo único sintoma é dor de cabeça. Na maioria das vezes, a pessoa também apresenta outros males como náusea, tontura ou vômitos. Às vezes os sinais são ainda mais óbvias como convulsões, dificuldade para falar, fraqueza nos membros ou problemas com a visão periférica.

Sinal 3 – Suas dores de cabeça começam logo quando você acorda

Normalmente, quando alguém tem um tumor no cérebro, as dores de cabeça começam pela manhã, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos e melhoram no decorrer do dia, diz Barnett.

“Dores de cabeça que aparecem durante o dia e pioram à noite não são tipicamente associados a tumores cerebrais”, acrescenta. “Eles estão mais ligados ao estresse da vida diária”.

Sinal 4 – Suas dores de cabeça pioram ao longo do tempo

Se a sua cabeça pioram ao longo de um período de dias, semanas ou meses, trata-se de outro sinal de alerta, conta Barnett.

Sinal 5 – Algo parece estar errado

Se aquela sua voz interior – ou a voz de sua mãe, como foi o caso de John Tonich – diz que algo está seriamente errado, é melhor ouvi-la.

“Esses sinais são apenas orientações”, lembra Medina. “Há casos em que a mãe olha para o filho e simplesmente sente que não está tudo certo. Mesmo que a primeira opinião médica não concorde com a afirmação, meus anos de experiência me ensinaram que é melhor acreditar nesse ‘sexto-sentido maternal’”, finaliza.

sábado, 9 de abril de 2011

Dormir para emagrecer – funciona?



Dormir entre sete e oito horas por dia pode ajudar as pessoas a perder peso, mostrou uma pesquisa feita por uma empresa americana de consórcios na área da saúde. Contudo, o número de horas deve ser levado a sério, pois dormir mais de oito horas pode deixar seu corpo inativo, mas dormir menos pode elevar o nível de estresse, o que aumenta a vontade de “comer besteiras”. Cerca de 500 pessoas consideradas obesas, com idade média de 55 anos, participaram do estudo.

Eles foram convidados a participar de 22 sessões de aconselhamento, definir uma dieta de 500 calorias diárias e aumentar a frequência de exercícios físicos para pelo menos três horas por semana. Foi pedido, também, que eles mantivessem um diário de seus hábitos, incluindo o padrão de sono e o nível de estresse. Depois de seis meses, 60% dos participantes perdeu aproximadamente 4,5 quilos.

Os pesquisadores verificaram que as pessoas que tiveram mais sucesso no regime foram aqueles que disseram dormir entre seis e oito horas por noite. Os que obtiveram piores resultados foram aqueles que tinham níveis altos de estresse e dormiam menos que seis horas. “Este estudo sugere que, quando as pessoas tentam perder peso, deveriam dormir bem para diminuir o estresse”, disse o médico Charles Elder, autor do estudo. “Algumas pessoas deveriam cortar coisas de sua agenda e tentar ir para cama mais cedo. Outros poderiam acabar descobrindo que os exercícios físicos ajudam a diminuir o estresse, além de dar mais sono. Algumas técnicas, como meditação, podem ajudar”, disse o médico.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nem mesmo respirar é seguro no Iraque




Sabemos que o Iraque é um terreno perigoso – mas pesquisas recentes apontam que nem inalar o ar do lugar é seguro. O ar está cheio de partículas de metais pesados, que podem detonar com qualquer pulmão saudável.

As amostras coletadas desde 2008 mostram que há alumínio, chumbo e outros metais em excesso.

Apesar das concentrações variarem diariamente, elas chegavam a 1 micrograma por metro cúbico de ar, quatro vezes mais do que o ar de uma cidade grande.

Mas o pior são as tempestades de areia, nas quais as partículas de metal são levantadas pelo ar e a concentração de alumínio excede 1400 microgramas por metro cúbico – a exposição considerada limítrofe é de 64 microgramas por metro cúbico.

Isso é causado tanto por causas naturais quanto pelo homem. O Iraque está em um terreno arenoso, que contém zinco e chumbo – e o uso de gasolina cheia de chumbo por lá não atenua a situação.

Essas partículas podem penetrar nos pulmões de pessoas expostas e causar danos a saúde – soldados americanos já relataram sofrerem com tosse, dores no peito e sintomas de alergias.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A radiação dos telefones celulares pode alterar seu cérebro



Faça um teste. Vá para o centro da cidade na hora do almoço ou no fim da tarde e observe as pessoas que passam por você na rua. Aposto que em menos de um minuto você verá vários pedestres (e até mesmo motoristas) falando ao celular. Em uma cultura em que as pessoas usam e carinhosamente protegem seus celulares da mesma forma que as crianças fazem com seus ursinhos de pelúcia, um estudo concluído mês passado serve como alerta. Pesquisadores afirmaram, na Revista da Associação Médica Americana, que o uso constante de celulares pode afetar a atividade cerebral.

O relatório, porém, não chega a uma conclusão se as mudanças no cérebro – um aumento no metabolismo da glicose depois de usar o telefone por menos de uma hora – traz algum problema de saúde ou efeito comportamental negativo. Mas já tem muita gente querendo saber o que pode ser feito para se proteger da radiação em vez de ser de ter de voltar (no tempo) a usar o telefone fixo.

“Os celulares são fantásticos e têm feito muito para aumentar a produtividade em todos os sentidos”, opina Nora Volkow, investigadora principal do estudo e diretora do Instituto Nacional do Abuso de Saúde. “Eu nunca diria para as pessoas pararem de usá-los completamente”.

No entanto, à luz de suas descobertas, ela aconselha os usuários a manter celulares a uma certa distância da orelha, colocá-los no modo viva-voz ou utilizar um fone de ouvido sempre que possível. A melhor opção é um fone sem fio com a tecnologia Bluetooth, que emite radiação em níveis muito inferiores.

Se um fone de ouvido não é viável, segurar o telefone apenas um pouco longe de sua orelha já pode fazer uma grande diferença. A intensidade da radiação diminui drasticamente com a distância. “Cada milímetro conta”, explica Louis Slesin, editor da revista Microwave News, um informativo on-line sobre saúde e segurança questões relacionadas à exposição à radiação eletromagnética.

Por isso, pressionar seu telefone móvel ao ouvido para escutar melhor em um bar lotado é provavelmente uma má idéia. Saia ao ar livre se você realmente tiver de receber ou fazer uma ligação. Senão, esqueça e aproveite sua noite no bar, longe da radiação.

Carregá-lo no bolso da calça ou do casaco também não é a melhor opção porque o aparelho continua em contato com o seu corpo da mesma forma. O ideal é transportá-lo em uma bolsa ou maleta ou adquirir um cinto não metálico que ao menos crie uma barreira entre o celular e seu corpo.

Alguns estudos têm sugerido uma ligação entre o uso de celulares e câncer, baixa densidade óssea e infertilidade nos homens. Outros, porém, mostram que não há qualquer efeito negativo. Dados os resultados conflitantes e ainda não-conclusivos, Robert Kenny, porta-voz da Comissão Federal de Comunicações, afirma: “Como sempre, vamos continuar a estudar essa questão e coordenar com os nossos parceiros federais”.

O telefone usado no estudo do Dr. Volkow foi um modelo muito utilizado na época em que ela começou a planejar seus experimentos, dois anos e meio atrás. Porém, os smart phones de hoje em dia emitem ainda mais radiação porque transmitem dados mais complexos e em maior quantidade.

Você pode ter uma ideia da quantidade relativa de radiação que vários modelos de celulares emitem olhando sua TAE ou Taxa de Absorção Específica. Este número indica a quantidade de radiação que é absorvido pelo corpo quando se utiliza o aparelho na potência máxima. Um telefone celular não pode ser vendido nos Estados Unidos a menos que o valor do aparelho seja menor de 1,6 watts por quilograma. Na Europa, o máximo é de 2 watts por quilograma.

Quer mais um motivo para reclamar da cobertura pobre da sua operadora? Qualquer situação em que o celular pegar um sinal fraco, é indício de que ele tem de trabalhar mais e, portanto, emitir mais radiação. “Poucas barras significa mais radiação”, diz Om Gandhi, professor de engenharia elétrica da Universidade de Utah, em Salt Lake City, EUA, referindo-se ao mostrador de sinal dos aparelhos. O interior de edifícios e elevadores, zonas rurais, Floresta Amazônica… – estes não são bons lugares para fazer uma chamada se você está tentando reduzir sua exposição à radiação.

Enviar mensagens de texto em vez de falar ao celular pode ser mais seguro. Porém, isso se você não apoiar o aparelho contra o corpo enquanto está digitando.

Pesquisas ligam tabagismo a risco aumentado de câncer de garganta e estômago



Se você está pensando em parar de fumar, o faça quanto antes: uma nova pesquisa descobriu que os fumantes enfrentam um risco aumentado de determinados tipos de câncer de garganta e de estômago, mesmo anos depois de parar de fumar.

Os dois tipos de câncer, conhecidos como adenocarcinomas, são relativamente raros nos países ocidentais. Os riscos são normalmente maiores em outros lugares, especialmente nos países menos desenvolvidos.

Mas, nas últimas décadas, as taxas desses cânceres aumentaram nos EUA e na Europa, possivelmente relacionadas ao crescimento das taxas de obesidade. Fumar é considerado um fator de risco para os dois tipos de câncer.

Os pesquisadores italianos combinaram os resultados de 33 estudos anteriores. Na maioria deles, os cientistas compararam um grupo relativamente pequeno de pacientes com tumores no esôfago ou na cárdia gástrica (uma parte do estômago) a um grupo sem câncer. Em três estudos, os pesquisadores tinham seguido grandes grupos de adultos ao longo do tempo, monitorando novos casos de cânceres cárdia gástricos ou esofágicos.

Eles concluíram que os fumantes em geral eram mais de duas vezes mais propensos que os não-fumantes a desenvolver câncer, seja no esôfago ou na cárdia gástrica. O risco diminuiu depois que as pessoas pararam de fumar, mas era ainda 62% maior em ex-fumantes do que em não-fumantes ao longo da vida. Em alguns dos estudos, o risco de câncer de esôfago permaneceu elevado mesmo quando as pessoas já tinham parado de fumar há três décadas.

Os novos resultados são extremamente importantes. Segundo os pesquisadores, parar de fumar é altamente benéfico em qualquer idade, mas parece que para esses cânceres o risco diminui muito lentamente.

Ainda assim, a pesquisa não prova que fumar causa adenocarcinoma de esôfago ou cárdia gástrico. Para isso, os pesquisadores teriam que propositalmente expor algumas pessoas a anos de tabaco para ver o que acontece ao longo do tempo, o que, por razões éticas (e justas), é impossível.

Além disso, o problema com o tabagismo parece ser mais abrangente. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, o americano médio tem 1 chance em 200 de desenvolver qualquer tipo de câncer de esôfago ao longo da vida, e 1 chance em 114 de desenvolver alguma forma de câncer de estômago.

Em comparação, as chances de desenvolver câncer de pulmão são 1 em 13 para homens, e 1 em 16 para mulheres, contando fumantes e não-fumantes. Os fumantes, é claro, teriam um risco muito maior ao longo da vida.

Câncer de pulmão, doenças cardíacas e outros males são numericamente mais importantes que os cânceres de esôfago e cárdia gástrico quando se trata das consequências do tabagismo na saúde.

De qualquer forma, os riscos reais observados neste estudo oferecem mais um motivo para os fumantes largarem o vício, e para os não-fumantes nunca passarem perto dele.

domingo, 27 de março de 2011

Testosterona em gel



A companhia farmacêutica inglesa ProStrakan divulgou um estudo sobre a influencia positiva da testosterona no tratamento de homens com diabetes tipo 2. A resistência a insulina faz com que o corpo não “saiba” como processar o açúcar. Os pesquisadores verificaram que aplicar testosterona em gel reduziria o problema em homens diabéticos, que tinham níveis mais baixos do hormônio, ou em homens sem diabetes, mas com um nível alto de fatores de risco para doenças do coração chamado síndrome metabólica. A aplicação também reduziu o nível do colesterol dos homens que participaram dos testes, e até causou melhoras em suas funções sexuais em relação a outro grupo que recebeu um gel sem testosterona.

O estudo foi liderado pelo médico T. Hugh Jones, do Barnsley Hospital, do Reino Unido. Ele e seus colegas afirmaram que o gel com testosterona, Tostran, da ProStrakan, funcionou bem no teste que fizeram com 220 homens de meia idade que sofriam de diabetes tipo 2 ou síndrome metabólica. Os resultados foram positivos comparados ao grupo de controle. A resistência à insulina diminuiu 16% nos homens que receberam o Tostran, apesar do fato de que eles já estavam recebendo metamorfina, remédio que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

Apesar de diminuir a resistência à insulina, ainda não houve uma diferença significativa em termos de controle de açúcar no sangue, a principal meta na luta contra diabetes. Os pesquisadores descobriram que a função sexual nos homens melhorou, com exceção de casos de disfunção erétil. Como efeitos colaterais, foram observados inchaço nas juntas e no peitoral.

A testosterona já é utilizada no tratamento de problemas sexuais em homens cujo nível deste hormônio é mais baixo que o normal. O problema é que o gel pode custar até US$ 250 por mês, e os médicos discordam sobre qual é o mínimo de testosterona que o homem precisa ter para começar uma reposição. Alguns acreditam que o remédio pode estar sendo usado de maneira desnecessária.

É preciso olhar com cautela para estudos realizados por empresas farmacêuticas, mas cautela não significa rejeitá-los. Vamos aguardar as próximas novidades.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Como os óvulos atraem o esperma?



Quando um óvulo humano está pronto para ser fertilizado, ele libera químicos que atraem o esperma que pode estar pelos “arredores”. Agora que cientistas descobriram como essa mecânica acontece, é possível criar anticoncepcionais que não sejam hormonais.

Biólogos sempre souberam que o óvulo liberava químicos para encorajar o esperma, mas a natureza molecular dessa interação não era conhecida.

Pesquisas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, EUA, estudaram o movimento dos espermatozóides e descobriram que, quando entram em contato com a progesterona, eles parecem desenvolver mais energia e se movem mais rápido.

A progesterona também se liga a um canal de íons dentro dos espermatozóides e isso faz com que um fluxo de íons os impulsione.

Essa descoberta pode ser o início dos anticoncepcionais não-hormonais – os anticoncepcionais hormonais atuais causam risco de câncer e doenças cardiovasculares.

terça-feira, 22 de março de 2011

Poluentes ambientais afetam o crescimento de meninos russos



Segundo uma nova pesquisa, meninos expostos a níveis elevados de poluentes ambientais são menores do que seus semelhantes. Os meninos com a maior exposição a certos poluentes também tinham, em média, dois pontos a menos no índice de massa corporal (IMC), uma medida de peso relativo à altura.

Pesquisadores seguiram cerca de 500 meninos russos por três anos, e descobriram que aqueles com os maiores níveis de bifenilos policlorados (PCBs) em seu sangue eram quase três centímetros mais baixos do que os meninos com menor quantidade de PCB em seus corpos. Um padrão semelhante foi encontrado em meninos com maior exposição ao poluente dioxina.

No passado, PCBs eram usados em tudo, desde eletrodomésticos e lâmpadas fluorescentes até isolantes e inseticidas. Produtos químicos foram proibidos nos anos 1970 por causa dos riscos potenciais à saúde, mas os PCBs continuam sendo uma preocupação de saúde pública porque sobrevivem no meio ambiente e se acumulam na gordura dos peixes, mamíferos e aves.

Pesquisas já ligaram PCBs a um risco elevado de câncer, diabetes tipo 2 e outras doenças. Um estudo com crianças em Taiwan também constatou que aquelas expostas a PCBs no útero eram mais baixas do que as não expostas.

As dioxinas são substâncias tóxicas formadas por combustão, por exemplo, nos incineradores de resíduos ou incêndios florestais, e em alguns processos industriais. Dioxinas presentes na atmosfera são depositadas em plantas, solos e água, e entram na cadeia alimentar quando ingeridas por gado e peixes.

A exposição a dioxinas conduz a maiores taxas de câncer e alterações nas taxas de natalidade, resultando em mais bebês do sexo feminino e menos do sexo masculino.

A exposição pré-natal aos PCBs, mas não a dioxinas, também tem sido associada ao baixo peso ao nascer. E junto com as diferenças na estatura e peso dos meninos pré-púberes, os pesquisadores descobriram que os com níveis mais elevados de PCBs cresceram significativamente mais devagar: cerca de 0,2% por ano durante o período de estudo de três anos.

Os garotos russos incluídos no estudo têm exposições muito superiores a esses poluentes do que a população geral dos EUA, por exemplo, provavelmente um resultado da proximidade com uma fábrica de produtos químicos que gera a dioxina como subproduto. Porém, um pequeno número de pessoas nos EUA e outros países desenvolvidos vivem em regiões com exposições que combinam, ou até mesmo ultrapassam, as vistas na pesquisa.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo por que PCBs ou dioxinas poderiam afetar o crescimento de meninos. Mas a pesquisa sugere que as dioxinas interferem nos genes que regulam o desenvolvimento normal, enquanto o PCB perturba a regulação dos hormônios da tireóide, o que pode afetar o crescimento.

Nintendo 3DS pode diagnosticar problemas na visão



O Nintendo 3DS já foi considerado um verdadeiro inimigo dos olhos das crianças – agora, cientistas acreditam que ele pode diagnosticar problemas na visão.

Através do aparelho, seria mais fácil verificar se crianças com menos de seis anos de idade precisariam de tratamento para os olhos. Basicamente, quem não consegue ver o efeito 3D teria problemas na movimentação dos olhos.

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