Mostrando postagens com marcador Ecologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ecologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Por que os insetos não são tão grandes quanto os humanos?


Para sorte de todas as mulheres do mundo, baratas não ficam mais enormes do que já são. Para sorte de todas as pessoas do globo, mosquitos irritantes não são do nosso tamanho.
A questão que fica é: temos que nos preparar psicologicamente para um dia topar com um besouro gigante? Insetos podem ficar do nosso tamanho? Porque eles não são maiores?
A resposta a essas perguntas é simples: ninguém sabe. O que não significa que não estamos tentando descobrir.
Existem várias hipóteses, de menos a mais prováveis, que especulam porque insetos e outros artrópodes não ficam maiores. Confira algumas delas, conforme explica o fisiologista Jon Harrison, da Universidade do Arizona em Tempe (EUA).

Exoesqueleto

A primeira hipótese dita que o exoesqueleto dos insetos pode não ser forte o suficiente para que eles cresçam mais. Para tanto, os exoesqueletos teriam que tornarem-se impossivelmente mais grossos.
No entanto, pouca evidência experimental apoia essa ideia. Como artrópodes maiores não têm exoesqueletos mais grossos que os menores, não há nenhuma evidência direta para suportar que o problema de crescimento dos insetos tem a ver com a espessura da sua “carcaça”.

A troca

Como os exoesqueletos são rígidos, os insetos precisam mudá-lo à medida que crescem (por um maior), “saindo” da “pele” velha como se fosse uma roupa e crescendo uma nova. Cientistas sugeriram que este momento vulnerável fixa um limite para o tamanho dos insetos: animais maiores sem esqueletos de proteção se tornariam refeições mais atraentes para um predador. “Quanto maior você fica, mais você se torna um pacote saboroso vulnerável [quando troca de exoesqueleto]“, diz Harrison.

Menores, menos desejáveis

Uma teoria relacionada com a anterior sugere que ser maior faria dos insetos uma refeição mais atraente, seja trocando de exoesqueleto ou não. Um estudo, por exemplo, descobriu que o tamanho das moscas antigas diminuiu conforme as aves evoluíram, o que sugere que criaturas menores eram mais capazes de evitar predadores famintos e portanto transmitir seus genes adiante.

Sangue

Insetos têm sistemas circulatórios abertos, nos quais sangue e fluidos corporais não são ligados a vasos, como é o caso com a maioria dos vertebrados. Isso faz com que seja mais difícil movimentar o sangue por um corpo de grande porte, já que a circulação seria prejudicada pela gravidade, que puxa o sangue para baixo.

Respiração, a vencedora

De acordo com Harrison, a hipótese mais plausível existente hoje, que ele tem estudado extensivamente, é que o papel desempenhado pelo oxigênio é o maior fator limitante do tamanho dos insetos.
Insetos “respiram” através de tubos minúsculos chamados traqueias, que transportam passivamente oxigênio da atmosfera para suas células corporais.
Aqui entra a teoria: se insetos fossem maiores, isso exigiria mais oxigênio do que eles podem transportar através de sua traqueia.
Esta teoria se baseia no fato de que, cerca de 300 milhões de anos atrás, muitos insetos eram muito maiores do que são hoje. Havia, por exemplo, libélulas do tamanho de falcões, com envergadura de cerca de 1,8 metros, e formigas do tamanho de beija-flores.
Nesta época, o teor de oxigênio na atmosfera era de cerca de 35%, em comparação com os 21% que respiramos hoje.
Estudos mostram que quase todos os insetos se tornam menores se você os cria em condições de baixo oxigênio, enquanto muitos deles se tornam maiores quando você lhes dá mais oxigênio. Certas espécies podem ficar cerca de 20% maiores em uma única geração quando recebem mais oxigênio. O mesmo parece ocorrer com humanos que vivem em altitudes maiores, como nos Andes. As pessoas tendem a ter estatura mais baixa.
Insetos volumosos também parecem precisar de “mais” traqueia. Por exemplo, em um inseto maior, não haveria mais nada a não ser traqueia para que ele pudesse transportar todo o oxigênio de que precisa. Mas o animal também necessita de espaço para outros órgãos, músculos e similares.
A hipótese ainda não foi devidamente confirmada, portanto, os cientistas ainda não podem dizer que sabem por que os insetos não são maiores. Isso significa que eles também não podem dizer que uma formiga do nosso tamanho seria impossível. Então, por enquanto, melhor se preparar para o apocalipse.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ouça a baleia que “falava” como um ser humano

 
Embora pudesse ser superada por um papagaio treinado, a baleia-branca NOC (lê-se “nou sii”) conseguia fazer algo que a maioria de suas colegas era incapaz: Imitar sons humanos.
 
Capturada em 1977, NOC fez parte do Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha em San Diego (EUA), que estudava se baleias, golfinhos, focas e outros mamíferos do mar poderiam ser usados em missões de reconhecimento ou até mesmo para desativar minas aquáticas. Sete anos depois, cientistas do projeto notaram que NOC emitia sons estranhos, “como se duas pessoas estivessem conversando a distância, longe demais para serem entendidas por nós”, relataram no periódico Current Biology.
Certa vez, um mergulhador saiu do tanque de NOC porque achou que um dos colegas havia pedido. Eles concluíram que foi a própria baleia que emitiu o “pedido”, tentando imitar o som de “out” (“sair”). A partir daí, eles começaram a gravar os estranhos sons emitidos por NOC, dentro e fora d’água. “As ondas sonoras eram similares às da voz humana e diferentes daquelas normalmente emitidas pelas baleias”, conta Sam Ridgway, Presidente da Fundação Nacional de Mamíferos Marinhos dos Estados Unidos. “Os sons que ouvimos eram claramente um exemplo de aprendizado vocal”.

Além do “baleiês”

Já houve outros casos parecidos (embora raros): na década de 1940, biólogos relataram que os chamados feitos por baleias poderiam, às vezes, soar como gritos de crianças a distância. Nos anos de 1970, uma baleia-branca no Aquário de Vancouver (Canadá) se mostrou capaz de emitir sons similares aos dos idiomas chinês e russo, e até mesmo dizer o próprio nome (“Lugosi”). Contudo, foi o caso de NOC que cientistas aproveitaram para estudar como uma baleia seria capaz de emitir sons “humanos”.
Os pesquisadores de San Diego colocaram sensores de pressão no interior e logo acima da cavidade nasal de NOC, que indicaram uma variação de pressão em seu interior. Soltando ar de modo específico por seus “lábios fônicos” (cavidade no topo da cabeça), NOC conseguia simular cordas vocais humanas. “Parece que a proximidade de NOC com seres humanos teve um papel na frequência com que o animal usava sua ‘voz humana’, e na sua qualidade”, relataram os cientistas. A “mímica” durou quatro anos, até a baleia passar a emitir apenas sons comuns de sua espécie.
Em 4 de abril de 1999, NOC morreu. “Não chegamos a gravar sua melhor imitação”, conta Ridgway, mas o material coletado foi de grande valia para os pesquisadores. “Mesmo que a baleia não soubesse o que estava dizendo, e estivesse apenas imitando o que ouviu, isso deveria ser explorado mais a fundo”.
Atualmente, cientistas japoneses estão trabalhando em um tradutor de sons de golfinhos – talvez um de baleias não esteja tão longe da realidade. Se o projeto der certo, o que os golfinhos dirão? “Até logo, e obrigado pelos peixes”?

domingo, 15 de maio de 2011

Elefantes têm mesmo medo de ratos?



Ao assistir desenhos animados, filmes para crianças ou lendo histórias infantis, você já deve ter se deparado com a imagem de um elefante que tem medo de um rato. Provavelmente você já se perguntou se existe realidade nessa história ou se não passa de um mito. Pois bem, a resposta é: mais ou menos. Os elefantes de fato podem se assustar com a presença de ratos por perto, mas não tem a ver propriamente com o fato de serem ratos ou de algum mal que só eles possam fazer aos elefantes.

Um mito zoológico, muito difundido, é que os elefantes temem que o rato possa subir pela tromba do animal. Segundo o especialista em elefantes Richard Lair, isso não tem fundamento: se um rato tentasse escalar a tromba do elefante, seria facilmente expelido com qualquer movimento.

Seria correto dizer, como explica Lair, que eles se assustam com o movimento brusco de animais pequenos. Como estes gigantes da selva têm uma visão fraca, raramente conseguem enxergar com exatidão um animal de pequeno porte que estiver perto deles. Não precisam ser necessariamente ratos. Em uma reserva natural que abriga elefantes, na Tailândia, foi observado que um cachorro passou correndo e latindo em volta de um elefante e o bicho entrou em pânico devido aos movimentos rápidos e barulhentos aos seus pés.

Integrantes de um circo resolveram colocar à prova, em 2006, se os ratos por si próprios exerciam alguma mudança nos elefantes. Colocaram o pequeno animal, parado, às vistas do elefante, que não demonstrou nenhuma reação. Um observador dessa cena notou que os elefantes “pareciam apenas entediados” ao ver o rato, ou seja; a história do medo é mesmo só uma lenda.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Infecção letal por fungo extermina anfíbios no mundo todo



Os anfíbios são espécies muito ameaçadas. Cerca de 40% das rãs, sapos e outros animais estão em declínio. Esses números vêm caindo há décadas, como resultado de todas as ameaças habituais, incluindo destruição do habitat, poluição, espécies invasoras e mudanças climáticas.

Agora, uma nova pesquisa sobre salamandras acrescenta a história de uma epidemia a esses fatores, conhecida há pouco tempo. Um fungo (conhecido como Bd, apelido de Batrachyochytrium dendrobatidis) é uma das principais causas do colapso generalizado de anfíbios nas últimas décadas.

A doença fúngica mortal e contagiosa chegou pela primeira vez às salamandras mexicanas em 1970. De lá, espalhou-se para a Guatemala e Costa Rica nas próximas duas décadas.

O estudo mostra o quão devastadora essa doença pode ser. Segundo os pesquisadores, até agora, ninguém sabia que esse fungo tinha algum impacto nas salamandras, e muitas estão altamente ameaçadas.

Os cientistas esperam que as descobertas levem a melhores formas de retardar ou impedir a propagação do Bd e surtos semelhantes nos próximos anos. Os esforços de conservação podem agora levar em conta os impactos da doença.

Na década de 1970, os pesquisadores começaram a notar animais que desapareciam das áreas intactas e protegidas, o que os levou a Bd em 1999. Animais infectados com o fungo desenvolvem quitridiomicose. Eles trocam de pele e se tornam letárgicos. Salamandras doentes perdem as caudas. Sapos perdem peso e se tornam tão apáticos que não conseguem se virar mais quando colocados de costas. A morte é questão de semanas.

Desde a descoberta do Bd, os pesquisadores ligaram o fungo ao colapso de populações de rãs e sapos na Califórnia, Austrália, Panamá e Peru. Algumas espécies já foram extintas por causa da doença.

Porém, os cientistas ainda não sabem como, por que e até quando o fungo surgiu na América Central e do Sul. Alguns especialistas acreditam que o fungo sempre esteve ao redor, em níveis baixos, e que algo desencadeou a doença, que começou a se espalhar. Outros argumentam que a invasão foi súbita e, portanto, devastadora para as populações vulneráveis, sem resistência.

Os pesquisadores do estudo atual resolveram descobrir e observaram centenas de salamandras e sapos de museus da Universidade da Califórnia e da Universidade do Texas, nos EUA.

Em vez de pegar amostras do tecido dos anfíbios para análise minuciosa (método tradicional), os pesquisadores esfregaram cotonetes ao longo da pele de cada criatura. Depois, eles analisaram amostras de DNA para procurar por Bd. Com o novo método, eles puderam analisar 100 amostras em seis horas, uma abordagem muito mais rápida.

Os resultados mostraram claramente que a Bd não existia nas amostras coletadas no sul do México antes do início dos anos 1970. Os cientistas explicam que após a chegada do fungo naquela parte do mundo, ele parece ter se espalhado para a Guatemala e Costa Rica nos anos 80.

O aparecimento de Bd em amostras do museu coincidiu com períodos conhecidos de declínio rápido entre os anfíbios em cada área, confirmando a doença como uma das principais causas de mortandade entre anfíbios.

Os pesquisadores ainda não sabem como o Bd veio para as Américas, mas a principal teoria é que o fungo viajou com as rãs-de-unhas-africanas, trazidas da África Subsariana para fins médicos.

Essas rãs, que carregam Bd, mas não ficam doentes, já foram utilizadas como testes de gravidez humanos. Em um tanque com a urina de uma mulher grávida, as fêmeas das espécies começam a ovular em resposta aos hormônios humanos.

Até o momento, não há cura para o Bd. Mas os pesquisadores estão estudando bactérias simbióticas da pele que parecem proteger alguns anfíbios da doença. O novo estudo e sua nova técnica serão muito úteis. Amostragens podem oferecer novas pistas sobre por que alguns grupos sobreviveram à doença e que populações serão mais vulneráveis a ela no futuro.

Segundo os cientistas, mesmo que não haja uma maneira específica de pará-lo agora, saber onde o fungo está e para onde ele vai ajuda, se nada mais, a planejar a proteção de animais (colocá-los em depósitos), ou procurar essa bactéria, ou ainda pedir que geneticistas encontrem uma maneira de “desligar” o fungo e parar a destruição.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Zebras podem ser catalogadas por “código de barras”



Quando você visita um zoológico, não é nada fácil diferenciar, digamos, uma zebra de outra, certo? Todas parecem iguais para quem não as estuda. Mas biólogos experientes conseguem distinguir um indivíduo animal de outro, observando sinais característicos, tal como pais de gêmeos sabem identificar facilmente os seus rebentos. Pois a tecnologia está dando um passo para facilitar ainda mais a vida dos cientistas: fotos de zebras poderão ser convertidas em uma espécie de código de barras, pela qual a identificação pode ocorrer imediatamente.

O mecanismo, concebido como um algoritmo computadorizado, é chamado de “StipeSpotter” (literalmente, “identificador de listras”). Foi desenvolvido por uma parceria entre duas universidades americanas, a de Chicago e a de Princeton. A partir do programa, será possível catalogar todas as zebras existentes no planeta.

Tal catalogação vai contar com a ajuda de qualquer usuário. Quando você estiver lá na África, fazendo um Safári, pode observar grupos de zebras em seu habitat natural. Basta ter uma câmera digital e um computador onde o software possa ser instalado. Você tira a foto da zebra, posta ela no programa, ele “decodifica” as listras da zebra e ela entra no banco de dados do “StipeSpotter”. Com o tempo, os desenvolvedores do programa vão saber a localização momentânea de todas as zebras do mundo, bastará acessar o sistema.

E o uso do programa para as zebras, segundo os pesquisadores, é apenas o primeiro passo. Eles afirmam que tal tecnologia poderá ser aplicada para diferenciar qualquer animal de listras, tal como tigres e girafas. Será uma medida útil para facilitar o monitoramento de zoológicos e parques naturais.

sábado, 9 de abril de 2011

Transplante de cérebros



Pesquisadores da Universidade de Columbia transplantaram neurônios de ratos recém-nascidos no hipocampo de ratos adultos. De acordo com os cientistas que realizaram o estudo, os ratos transplantados tomaram melhores decisões e conseguiram distinguir situações parecidas. Além disso, uma rotina de exercícios após a intervenção teve efeitos anti-depressivos nos bichos.

A intenção dos cientistas era fazer com que o hipocampo dos ratos mais velhos produzisse um excedente de neurônios. Eles conseguiram diferenciar um compartimento onde levavam um choque e um similar, onde estariam a salvo, em menos tempo. Este tipo de decisão, segundo os pesquisadores, fica mais difícil a medida que os ratos envelhecem.

Os cérebros adultos produzem neurônios o tempo todo, um processo conhecido como neurogênese, mas muitos não sobrevivem. Alguma doenças como o Alzheimer, inibem o crescimento e o funcionamento deles. A criação de neurônios tem impact no humor das pessoas e na sua capacidade em aprender, desta maneira, drogas que consigam aumentar a produção de neurônios poderiam ser úteis no tratamento de depressão, ansiedade e problemas de memória.

Para melhorar o cérebro dos ratos, a equipe de pesquisadores liderada pelo professor de farmacologia René Hen, da Columbia, desabilitou um gene que mata novos neurônios no cérebro adulo, resultando na proliferação de novas células. Tratamentos assim poderiam ser efetivos para casos de estresse pós-traumático, disse Hen. “Mesmo que eu não consiga esquecer o 11 de setembro quando vejo um avião sobre Nova Iorque, eu tenho a capacidade de reconhecer que esta é uma situação diferente, mas algumas pessoas, na mesma situação, mas que sofrem de estresse pós-traumático, podem reviver aquela experiência e ter ataques de pânico”, disse o professor.

O estudo sugere que, combinadas com exercícios, as drogas que estimulam a neurogênese podem melhorar as funções cognitivas, um tratamento interessante que pode servir a pacientes que sofrem desde doenças degenerativas até ansiedade.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Animais incríveis: menina treina vaca como cavalo de competição



Regina Mayer, de 15 anos, é uma alemã que treinou sua vaca, Luna, como se ela fosse um cavalo.

Regina sempre quis um cavalo, mas seus pais não queriam comprar um para ela. Então, como ela tinha um estábulo cheio de vacas à sua disposição, ela decidiu que aprenderia a “cavalgar” uma vaca. Depois de vários meses de treinamento, ela conseguiu com que Luna aprendesse a pular obstáculos, assim como um cavalo treinado.

Segundo Regina, ela sabia que Luna era especial desde que a vaquinha nasceu, três anos atrás. Seis meses atrás, Regina decidiu montar Luna e até entrou em contato com escolas de montaria para saber como equipar e cavalgar um bovino.

Com muitas cenouras como recompensa, Luna foi ficando cada vez mais confortável ao se comportar como um cavalo. Regina diz que a vaca é muito inteligente, mas admite que as pessoas estranham ao vê-la “pilotando” um bovino. No entanto, ela jamais a trocaria por um cavalo já que Luna “a segue para qualquer lugar”, coisa que outro bichinho jamais faria.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Como fazer com que ratos virem bissexuais



Um novo estudo mostrou que tirando certos neurotransmissores de ratos, eles ficam mais suscetíveis a procurar relações com outros machos.

Cientistas chineses criaram ratos machos sem serotonina (um neurotransmissor) que viraram bissexuais, procurando relações tanto com fêmeas quanto com machos. Com apenas uma dose de serotonina, no entanto, eles viraram heterossexuais novamente.

Segundo os autores do estudo, é a primeira vez em que um neurotransmissor é associado com preferências sexuais em mamíferos. Mas desde já os cientistas deixam claro que seria premeditado associar essas descobertas a humanos também. Apesar de semelhanças estruturais entre os mamíferos, não funcionamos da mesma forma.

Prozac, por exemplo, é basicamente serotonina. Nem por isso as pessoas que tomam o remédio viram homossexuais ou heterossexuais.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Babuínos fêmeas são vítimas de “abuso doméstico”



E elas sofrem tanta violência que não conseguem escapar, mesmo se têm a oportunidade.

Nos bandos de babuínos os machos controlam as fêmeas através de pancadas e mordidas. E elas só conseguem se afastar de seu macho e seu bando se são “seqüestradas” por outro macho.

Todas as vezes em que um seqüestro desses acontece, o macho original tenta recuperar sua fêmea. Especialistas acreditam que esse seqüestro não é considerado “justo” na sociedade dos babuínos, o que explica a movimentação do macho para recuperar sua parceira.

As fêmeas também ajudam nas missões de resgate e as que não são “seqüestradas” sempre voltam para o macho original, mesmo que ele seja fonte de ameaças.

Especialistas traçaram um paralelo entre o comportamento desses babuínos e certas síndromes que podem acometer humanos, nas quais a vítima de violência cria um vínculo forte com seu algoz e não consegue escapar dele.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Até hoje, cientistas identificaram somente 20% de todos os animais



Segundo estimativas, apenas 20% de todos os animais existentes na Terra foram identificados. Para que os cientistas consigam conhecer todas essas outras espécies, os custos chegariam a 263.1 bilhões de dólares.

Até agora temos 1,4 milhão de espécies catalogadas, e estima-se que 5,4 milhões sejam desconhecidas. O maior impedimento para que essas espécies sejam catalogadas, segundo Fernando Carbayo e Antonio Marques, da Universidade de São Paulo, é a falta de taxonomistas – os cientistas responsáveis por identificar novas espécies e classificá-las.

Os cientistas usaram os custos brasileiros para a identificação de novas espécies para criar uma estimativa global.

De acordo com a pesquisa, os insetos seriam os animais menos conhecidos – a necessidade de taxonomistas especializados nesse tipo de bicho seria enorme.

terça-feira, 15 de março de 2011

Qual animal tem a gestação mais longa?



Os elefantes têm a gestação mais longa entre os mamíferos, dura mais de um ano e meio. O tempo médio da gestação do elefante é de 640 a 660 dias, perto de 95 semanas. Em comparação, a dos humanos dura cerca de 280 dias, ou 40 semanas. As fêmeas do elefante podem viver até 70 anos, mas dá a luz a até quatro filhotes, apenas. Outro fato curioso é que 1% ou quase 2% das gestações produz gêmeos. Quando acontece o parto, os outros animais do grupo fazem um círculo de proteção para a futura mamãe.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cheiro de urina mostra o status social e sexual do macaco-prego



Os macacos são nossos parentes próximos, mas graças a Deus que alguns hábitos são bem diferentes.

Pesquisadores descobriram que os macacos-prego-de-cara-branca costumam urinar em suas mãos, e esfregar sua urina sobre a pele de todo o corpo.

Um número de espécies de macacos do novo mundo, incluindo bugios, macacos-esquilo e algumas espécies de macacos-prego, se “lavam em urina” regularmente, esfregando-a vigorosamente nos pés e traseiros.

Os cientistas testaram várias hipóteses para encontrar a razão pela qual eles fazem isso, inclusive que a urina poderia de alguma forma ajudar a manter a temperatura do corpo ou permitir que outros macacos se identificassem pelo cheiro.

A maioria dos estudos sobre o comportamento foram inconclusivos. Agora, uma nova pesquisa mostra o porquê da atitude: o cérebro das fêmeas tornam-se mais ativos quando elas sentem o cheiro da urina de machos adultos sexualmente maduros. Isso sugere que eles se lavam em urina para mostrar a sua disponibilidade e capacidade de atração.

A pesquisa relatou que, ao ser solicitado por uma fêmea, o macho aumenta sua taxa de lavagem de urina. A conclusão é de que a urina pode fornecer informações químicas para o sexo feminino sobre o status social ou sexual do macho.

A confirmação veio quando os cientistas mapearam os cérebros das fêmeas, enquanto os animais cheiravam a urina de um macho adulto e de um macho jovem. As imagens de ressonância magnética revelaram que o cérebro feminino tornou-se significativamente mais ativo quando farejou o cheiro da urina produzida pelos machos adultos, em comparação com a de jovens.

Como os machos adultos são sexualmente maduros, eles excretam maiores concentrações do hormônio masculino testosterona na urina. A concentração da testosterona também está ligada ao status social; machos com status mais elevado tendem a produzir mais.

Os pesquisadores afirmam que isso é usado como uma forma de comunicação para transmitir status social e/ou sexual, e que tais sinais são surpreendentes entre os macacos-prego, porque a espécie não é conhecida por usar comunicação baseada no cheiro.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os animais também possuem livre arbítrio



O homem, apesar das regras sociais e dos outros tipos de restrições, goza de livre arbítrio. Segundo pesquisadores, os animais também, desde as moscas até os mais evoluídos.

Claro que a ideia de “livre arbítrio” precisa ser redefinida. Entre os animais, o processo é semelhante, não idêntico.

Os animais têm sempre uma variedade de opções disponíveis para eles. Essas “escolhas” se encaixam numa probabilidade complexa. Entre os seres humanos, as escolhas são vistas como decisões conscientes. E nos animais?

Foi estabelecido há muito tempo que o “comportamento determinístico” – a ideia de que um animal provocado de tal forma vai reagir com a mesma resposta toda vez – não é uma descrição completa do comportamento animal.

Segundo os pesquisadores, mesmo os animais mais simples não são previsíveis. No entanto, a ausência de determinismo não sugere um comportamento completamente aleatório também – é por isso que a pesquisa mostra que o comportamento animal não é nem totalmente restrito, nem totalmente livre.

Experimentos com moscas revelaram que, embora o comportamento animal possa ser imprevisível, as respostas parecem vir de uma lista fixa de opções. Os cientistas acreditam que o livre arbítrio seja uma propriedade biológica, um traço de personalidade: o cérebro possui a liberdade de gerar comportamentos e opções.

O mecanismo exato pelo qual os cérebros de todos os animais produzem essa liberdade continua a ser uma questão sem resposta convincente.

Os pesquisadores utilizaram modelos matemáticos para simular a atividade do cérebro em um computador, descobrindo que o que funcionou melhor foi uma combinação de comportamento determinístico e um outro comportamento conhecido como estocástico (que parece aleatório, mas na verdade, segue um conjunto definido de probabilidades).

Essa “estocasticidade” mostra-se, por exemplo, em terremotos. Eles não podem ser previstos com precisão, mas ao longo do tempo se pode perceber que eles se encaixam perfeitamente em uma curva.

Tal como acontece com o comportamento animal, há uma ordem subjacente e a probabilidade de um processo que pode aparecer ao acaso. Segundo os pesquisadores, a probabilidade é a melhor descrição para a “livre escolha animal”, já que lidamos com a situação de que animais não pensam.

Ao pensar, os seres humanos têm todas as opções e, teoricamente, todas as opções têm a mesma probabilidade. Mas na vida real não é bem assim. Existem opções com probabilidades extremamente raras. Os pesquisadores também afirmam que os cérebros podem criar mecanismos que transtornem o elemento probabilístico do comportamento, dependendo da situação em mãos.

Os cientistas acreditam que o livro arbítrio animal seja resultado de uma evolução. A variabilidade que é inerente ao comportamento é um pré-requisito para a sobrevivência em um ambiente competitivo.

Ou seja, um predador não deve ser sempre capaz de adivinhar as ações de sua vítima, mas as ações não devem ser tão aleatórias que incluam opções ainda mais perigosas do que o predador.

No mundo da neurobiologia, a ideia tem certo apoio. Porém, são necessários mais resultados experimentais que correspondam aos modelos matemáticos.

Ainda assim, o debate sobre livro arbítrio é muito mais complexo, e a discussão atual não aborda temas como a consciência, as suas origens, ou se os animais a compartilham.

O livre-arbítrio, como descrito neste estudo, vem com um significado geral, um pré-requisito necessário, mas não está nem perto de ser suficiente para lidar com coisas como moralidade e responsabilidade. Ainda assim, lembram os cientistas, sem essa capacidade muito básica de escolher entre as opções, nós não teríamos que pensar em todas as outras coisas que vêm antes: consciência, educação, etc.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Incertezas nos estudos sobre o clima



O aluno de doutorado da Universidade de Washington, Kyle Armour, desafiou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) dizendo que algumas conclusões dos pesquisadores desta organização ganhadora do Prêmio Nobel teriam falhas. A principal conclusão que ele refutou é a sugestão da ONU de que combater o uso de aerosóis poderia frear o aquecimento global. Para Armour, esta afirmação não está 100% correta. Ele mostra dois cenários, um em que o corte da emissão de aerossóis influenciaria pouco a mudança climática e outro onde a temperatura continuaria subindo.

Os assuntos aquecimento global e mudanças climáticas sempre estão cercados de divergências. Os cientistas brigam entre si chamando uns aos outros de “ecochatos”, “xiitas do clima” ou mesmo “céticos”. Alguns defendem que o aquecimento global tem causas humanas, outros dizem que o processo é natural.

Em seu estudo, Armour não questiona a influência dos aerossóis. “Este não é um argumento para dizer que nós devemos continuar emitindo aerossóis. É um ponto de vista dizendo que precisamos ser inteligentes sobre como parar de emitir. E nós temos que agir, porque quanto mais tempo emitirmos, pior ficará”, diz. O que o pesquisador quer provar, no entanto, é que alguns modelos utilizados pelo IPCC para tentar simular os efeitos dos aerossóis ou dos gases do efeito estufa no aquecimento global podem ter falhas.

A simulação do IPCC consiste em variar os níveis de agentes como aerossóis; sal do mar; fuligem da queima de combustíveis fósseis; ou os gases do efeito estufa como o dióxido de carbono ou o gás metano. Em seguida a variação destes agentes é estudada, em porcentagens aproximadas, para saber como cada um influenciaria uma mudança climática em rede. Eles aumentam e diminuem a concentração de cada agente e estudam os efeitos.

Segundo o pesquisador, os modelos que resultam dos estudos descritos acima podem ser substituídos por dados atuais, mas a pequena quantidade a qual alguns agentes foram reduzidos limitou os resultados. Ele argumenta que a quantidade de variáveis que consideraram e seus efeitos também foi um fator limitante. Além disso, Armour argumenta que os resultados são limitados pela dúvida sobre quão precisamente nós conseguimos medir certas variáveis, como por exemplo, os níveis de aerossóis em todo mundo.

O cientista conclui, então, que os modelos atuais têm falhas e que eles não conseguem considerar o quão difícil e cercado de incertezas é a tarefa de medir a quantidade de aerossol que contribuiria para a mudança climática. Assim, não se pode dizer se o efeito dele sobre a mudança climática é grande ou pequeno.

Em um cenário positivo, onde eles contribuiriam minimamente ao aquecimento, eles não mascarariam os efeitos dos gases de efeito estufa. Se todas as emissões de aerossóis e gases fossem cortadas, os aerossóis iriam desaparecer rapidamente da atmosfera. Contudo, os gases de efeito estufa permaneceriam durante anos em níveis elevados. Assim, o resultado sobre o aquecimento iria ser muito pequeno, dado que os aerossóis seriam os principais culpados.

Em outro cenário, onde os aerossóis tivessem grande contribuição, mascarariam os efeitos dos gases estufa. Neste caso, mesmo se as emissões parassem, a temperatura iria continuar subindo, já que os gases continuariam na atmosfera e seriam os principais agentes de aquecimento. Este aumento causaria alguns dos efeitos previstos mais severos da mudança climática.

Em outras palavras, Armour está argumentando que a incerteza da participação dos aerossóis nos modelos pode levar o IPCC a subestimar a diferença de aquecimento que ocorreria nestes dois diferentes cenários. O pesquisador diz que a organização precisa ter estas incertezas em mente em seus próximos relatórios, assim, conseguiria delimitar exatamente qual a ação dos aerossóis e em que quantidade eles contribuem para o aquecimento global. Mas sem duvidar que eles são vilões do clima.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ratos poligâmicos são melhores reprodutores



Múltiplas parceiras podem ser a chave para que o esperma se torne mais ágil e eficiente, pelo menos em ratos. Segundo uma pesquisa australiana, depois de apenas 12 gerações, os animais criados em um grupo de acasalamento poligâmico desenvolviam espermatozóides mais fortes e rápidos do que seus companheiros monogâmicos, além de terem maiores chances de reprodução.

A descoberta lança luz sobre a seleção sexual, segundo a qual traços como a vistosa cauda de um pavão ou cores vibrantes são uma vantagem em disputas por companheiros. A pesquisa com os ratos mostra que as evoluções dessas características também acontecem a nível molecular e celular. A competição de esperma entre os machos é um tipo de seleção sexual por características que aumentariam a probabilidade de paternidade.

A competição de esperma acontece mais frequentemente durante o acasalamento poligâmico, uma vez que mais machos e seus espermatozóides estão envolvidos. Durante o estudo, depois de apenas doze gerações já foi possível notar uma divergência genética na qualidade dos espermas dos ratos mono e poligâmicos, sendo que os últimos apresentaram espermatozóides mais ágeis e em maior número.

Além disso, a capacidade de competição por parentesco também foi comprometida. Segundo os pesquisadores, a maioria das fêmeas não possui caráter monogâmico e, quando uma delas se relaciona com dois machos, o primeiro a acasalar tem uma vantagem sobre o segundo. Porém, mesmo quando os ratos poligâmicos acasalavam em segundo lugar, eles foram pais únicos de 33% das ninhadas, enquanto os monogâmicos se tornaram pais únicos em 14% das vezes. O resto das crias tinha ascendência mista.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Tubarão-baleia pode ser ainda maior do que pensávamos



Os maiores peixes do mundo – os tubarões-baleia, com um tamanho estimado em até 20 metros de comprimento – podem ser ainda maiores do que imaginamos. Cientistas trabalhando em Moçambique desenvolveram um novo método para a medição dos animais, o que aumenta a precisão dos cálculos.

Os dados que servem de referência para o tamanho dos tubarões atualmente estão baseados na fotogrametria, uma técnica que estima as medidas de um corpo a partir de fotografias. Outros pesquisadores já haviam tentado medir os tubarões com uma fita métrica ou por estimativa visual do tamanho, mas esses modelos se mostraram menos precisos.

A nova técnica proposta pela equipe de cientistas também utiliza a fotogrametria, porém com um recurso adicional: dois ponteiros laser. Posicionando os lasers a 50 centímetros para além de cada lado da câmera fotográfica, a distância entre os dois pontos projetados fornece uma escala fixa, fazendo com que as fotografias possam ser analisadas com maior precisão.

As medidas feitas com esse método podem descobrir que o maior peixe do mundo é ainda maior. Algumas medições, inclusive, já registraram um aumento de 50 centímetros em alguns animais.

Além disso, as fotografias podem revelar outros detalhes sobre a espécie enigmática. Projetando pontos de laser a partir dos flancos dos tubarões-baleia, que possuem um padrão característico de manchas, será possível identificá-los individualmente. Os pesquisadores acreditam que isso possa ajudar na descoberta dos ciclos de vida de cada animal.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dinossauros viveram até 700 mil anos após a extinção em massa



Para os paleontologistas, os dinossauros foram extintos entre 66,5 e 66 milhões de anos atrás, quando os restos do impacto de um grande meteorito bloquearam o sol e alteraram de forma drástica o clima e a vegetação. Porém, um osso de dinossauro recém descoberto no Novo México contradiz esses dados científicos.

Pesquisadores da Universidade de Alberta encontraram um fêmur fossilizado de um hadrossauro que possui apenas 64,8 milhões de anos de idade, mostrando que os dinossauros viveram 700 mil anos além da extinção final no período Cretáceo.

Os investigadores acreditam que estes dinossauros herbívoros foram capazes de sobreviver devido a alguma vegetação que tenha resistido à mudança de clima, permitindo-lhes comer. Atualmente, eles procuram descobrir se ovos de dinossauro podem ter sobrevivido ao período, o que também explicaria a sobrevivência dos hadrossauros.

A data da extinção em massa foi determinada a partir da tradicional técnica da cronologia relativa, que estima a idade de um fóssil através das camadas de sedimentos presentes no corpo orgânico ou no lugar onde foi encontrado. Contudo, forças ambientais e geológicas podem causar alterações na localização do fóssil ou nas camadas de sedimentos, levando a uma estimativa imprecisa de sua idade.

O coordenador do estudo, Larry Heaman, explica que para descobrir a idade do osso recém descoberto, sua equipe utilizou uma técnica diferente de datação, chamada de método U-Pb (urânio-chumbo). Este procedimento usa um feixe de laser para “derrubar” as minúsculas partículas do fóssil, as quais são submetidas a uma análise isotópica e determinam a idade e o tipo de alimento com que o dinossauro se alimentou.

Segundo os pesquisadores, esse método é bastante preciso devido aos altos níveis de urânio que os ossos fossilizados apresentam. Com o passar do tempo, esses pequenos átomos vão decaindo, e determinar a composição isotópica do chumbo nos ossos leva à sua idade absoluta.

Agora, os cientistas planejam utilizar o método de datação U-Pb para mensurar a idade absoluta de outros fósseis de dinossauros. A expectativa é que esta técnica possa substituir a cronologia relativa, e será usada para reescrever a história da extinção dos dinossauros.

Faixas de identificação podem prejudicar sobrevivência de pinguins



A forma padrão de marcação de pinguins para a ciência, através da colocação de pequenas faixas ao redor de suas asas, pode afetar a sua sobrevivência e reprodução das aves. É o que afirma um estudo conduzido por pesquisadores franceses, durante dez anos de observação de pinguins-rei na Antártica.

As faixas ao redor das asas dos pinguins são usadas há décadas, e têm como objetivo identificar individualmente cada animal e rastreá-los na terra e no mar. A pesquisa revela, contudo, que as aves marcadas dessa forma vivem menos e chegam a ter 40% menos filhotes.

A polêmica não é recente. Ao longo dos anos, outros estudos já tentaram identificar os malefícios das faixas para as aves – criando peso extra ao nadarem ou refletindo no sol de forma a atrair predadores, por exemplo. Porém, outras pesquisas afirmavam que a identificação não trazia problemas.

O intuito dos pesquisadores franceses era chegar a uma resposta conclusiva. Para isso, acompanharam um grupo de cem pinguins ao largo da costa da Antártica. Metade dos animais forma marcados com a faixa, enquanto a outra metade levava pequenos identificadores implantados sob a pele, chamados de transponders.

Depois de dez anos de observação, 18 pinguins com o transponder continuavam vivos, mas somente dez dos marcados com a faixa sobreviviam. Além disso, estes últimos chegaram à ilha para reprodução significativamente mais tarde durante a primavera Antártica, precisaram fazer mais viagens em busca de comida e, em geral, tiveram menos filhos.

Com esses resultados, os investigadores se perguntam até que ponto é ético continuar utilizando a faixa para a marcação dos pinguins, tendo em vista que os transponders não permitem identificação visual à longa distância – em uma grande colônia, isso pode dificultar o trabalho dos cientistas. Uma das soluções pode ser a utilização das faixas somente em terra, e retirá-las antes de as aves irem ao mar. Porém, a controvérsia ainda não foi resolvida.

Twitter Facebook Favorites

 
Copyright 2011 @ Tecnology News. All rights reserved Blogger
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...