sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coca-cola: modo de fazer



No dia 15 de fevereiro os jornais, rádios, TVs, twitters, blogs e todos os meios de comunicação possíveis foram inundados por notícias sobre a revelação da receita da Coca-Cola. A fórmula levava, junto com outros 13 ingredientes: fluido de coca, suco de limão e até coentro. A empresa negou a história e manteve que a receita continua segura, em um cofre bancário em Atlanta, há 125 anos.

Os responsáveis pelo burburinho foram os produtores do programa de rádio “This American Life”. Enquanto preparavam o novo episódio da série, eles se depararam com um artigo do jornal Atlanta-Journal Constitution com uma foto de uma lista que parecia trazer os ingredientes e as quantidades exatas do que era necessário para produzir o refrigerante.

Um representante da companhia disse que o programa de rádio não conseguiu a receita real. Contudo, um historiador da Coca (sim, existem historiadores sobre a Coca!) disse ao site Life’s Little Mysteries que esta poderia ser SIM a receita autêntica da Coca, só não é aquela vendida hoje nos supermercados. O site publicou uma réplica da foto do artigo com a receita.

O historiador Mark Pendergrast, que já escreveu livros sobre o refrigerante, disse achar “meio engraçado que, de repente, começa essa confusão quando, na verdade, eu já encontrei a fórmula nos papéis do inventor da Coca-Cola, John Pemberton, e publiquei em um livro em 1993”. Segundo ele, “a receita é bem similar a que eu encontrei, então eu realmente acredito que seja autêntica. Mas não é a coca que é vendida hoje. A formula original foi modificada”.

Sobre as mudanças, o historiador cita que a fábrica tem usado xarope de frutose de milho ao invés de açúcar na versão americana da bebida desde 1985. Neste ano, a Coca-Cola desenvolveu uma receita nova, mas os consumidores não gostaram muito. Então eles voltaram a utilizar a receita antiga, mas com algumas mudanças, entre elas, o uso de xarope ao invés de açúcar. Pendergrast também revelou que, hoje em dia, o fabricante não utiliza mais o ácido cítrico que aparece na foto, utilizam agora ácido fosfórico.

A Coca nasceu para ser remédio.

Quando John Pemberton começou a misturar os ingredientes que, no futuro, iriam se tornar o refrigerante mais vendido do mundo, ele nem pensava em criar uma bebida para tomar junto com a pizza de sábado à noite. Sua intenção era medicinal.

“Era uma redução de Vinho Mariani, bebida alcoólica francesa que continha vinho e extratos de folha de coca, era considerada um ‘tônico para os nervos’ e teria muitos efeitos benéficos”, disse Pendergrast. O historiador conta ainda que a bebida era alcoólica e levava cocaína. Em 1886, a bebida foi proibida e o criador trabalhou para retirar o álcool. “Isso fez com que a bebida ficasse amarga, então ele adicionou açúcar para compensar”. A receita que vazou ainda contém álcool, mas “é só para misturar os óleos essenciais, não chega até o produto final”, explicou Pendergrast.

É claro que as reclamações sobre a cocaína não demorariam a começar, então, o criador passou a retirar a substância das folhas de coca antes de usar. Hoje em dia, “a cocaína é removida pela companhia Stepan Chemical e depois destruída ou usada em pesquisas médicas”. Nos anos 1890 a companhia mudou de dono e o novo proprietário, Asa Candler, fez mudanças na quantidade de cafeína e de adoçantes, o que mudou mais uma vez o gosto da bebida. É muito improvável que a receita encontrada pelo programa “This American Life” seja a atual.

E quem quer outra Coca?

A tal da receita que vazou pelo mundo todo pode ou não ser aquela que produziria o refrigerante que bebemos hoje. Mas, na verdade, para Mark Pendergrast, pouco importa. “Mesmo se você tentar fazer ‘a coisa real’ não faria a mínima diferença. Por que alguém iria deixar de comprar a original para comprar uma falsa que, provavelmente, seria mais cara? O segredo real da Coca-Cola nem é um mistério: é a publicidade, economia de escala, marketing e distribuição. É a marca”. A Pepsi sabe bem.

Quer casar logo? Procure uma cidade com poucas mulheres solteiras



Segundo uma nova pesquisa, em lugares onde mulheres solteiras são raras, os casamentos acontecem mais cedo.

O estudo analisou dados de censo sobre a idade do casamento e os desequilíbrios de gênero nas 50 maiores áreas metropolitanas dos Estados Unidos. Usando os dados, os pesquisadores calcularam o que é chamado de razão sexual operacional, que é o número de homens sexualmente disponíveis para cada 100 mulheres sexualmente disponíveis, multiplicado por 100.

Uma relação de 100 significa uma população equilibrada, enquanto os números maiores que 100 indicam um excedente de homens. Uma relação de 110, por exemplo, significa que 11 homens estão disponíveis para cada 10 mulheres. Uma relação de 90 implicaria 9 homens disponíveis para cada 10 mulheres.

Os pesquisadores também fizeram controle de renda e raça. Nas áreas onde as mulheres são escassas, elas se casaram um pouco mais cedo. A idade média dos homens que se casaram não se alterou em relação à abundância de potenciais companheiras, mas eles mostraram maior variabilidade de idade ao se casar do que as mulheres.

Segundo os estudiosos, provavelmente isso se deve ao fato de que as mulheres são mais exigentes com seus parceiros. Os homens têm que construir as suas finanças e status social antes de conseguirem uma noiva. Os que terão que trabalhar mais vão se casar em idades posteriores.

A suposta explicação para nos locais com pouca mulher elas se casarem mais cedo, segundo os pesquisadores, pode ser devido à mulher ter mais homens para escolher, enquanto os homens têm uma motivação extra para querer casar – visto que mulher é bicho escasso, melhor agarrar uma antes que outro o faça.

Conheça a incrível “árvore da vida”



No Brasil, quando se pensa em deserto, logo vem à cabeça a vegetação típica do sertão nordestino, o ecossistema conhecido como Caatinga. Paisagem acinzentada que passa por longos períodos de estiagem, que “recupera” seu verde tão logo chove, mas que o perde em seguida devido aos baixíssimos níveis de precipitação. As árvores perdem suas folhas, as cactáceas crescem. É uma vegetação típica e adapatada ao seu clima seco.

Mas, uma pequena árvore no deserto do Bahrein, desperta a curiosidade dos moradores do país, de biólogos e de turistas que viajam até lá para entender como ela sobrevive naquelas condições adversas. Diferente da vegetação da caatinga, que está acostumada com o tipo de clima, a Árvore da Vida, localizada a dois quilômetros da montanha de Jabal Dukhan, tem 400 anos e muitas folhas verdes. Sua sobrevivência continua sendo um enigma. Alguns dizem que ela tem raízes compridas e profundas que conseguem buscar água em fontes desconhecidas, mas nada ainda foi comprovado.

Os moradores locais têm suas próprias histórias e lendas sobre os segredos da Árvore da Vida, mas nenhuma delas pôde ser cientificamente confirmada. Alguns acreditam que ali é o local exato do Jardim de Éden, enquanto os Beduínos estão convencidos que a árvore sobrevive porque recebeu a benção do deus da água, Enki. Mesmo sem explicações, a árvore continua sendo um fenômeno natural que deslumbra os homens há quatro séculos.

Mulheres ricas preferem homens mais velhos e atraentes



Psicólogos escoceses descobriram que, quanto mais independente financeiramente as mulheres se tornam, mais elas procuram por um parceiro atraente e mais velho.

Estudos anteriores haviam mostrado que as mulheres dão maior ênfase no que um homem tem a oferecer para elas, enquanto os homens dão mais importância à aparência. Agora, o novo estudo revelou que as mulheres que ganham mais e se tornam mais independentes mudam de gosto.

A nova descoberta científica foi apelidada de “Efeito George Clooney”. A maior independência financeira dá às mulheres uma maior confiança na escolha de seus parceiros. A preferência instintiva de estabilidade material e de segurança torna-se menos importante, e a atração física se torna mais importante. Ao mesmo tempo, a idade do parceiro da mulher também aumenta.

O estudo foi realizado on-line, com 3.770 participantes heterossexuais – número igual de homens e mulheres – que responderam perguntas sobre os seus antecedentes, situação pessoal e nível de independência financeira.

Os participantes classificaram uma série de critérios, tais como atração física, perspectivas financeiras e senso de humor em ordem de importância, e esses resultados foram combinados com a sua renda e independência financeira.

Os pesquisadores supunham que as mulheres que ganhavam mais teriam um gosto mais parecido com o dos homens: uma tendência a preferir parceiros mais jovens e mais atraentes, pois não seriam como as outras mulheres que precisam de um parceiro que possa sustentar a casa e cuidar das crianças.

No entanto, a diferença de idade não se alterou como os cientistas acreditavam. As mulheres financeiramente mais independentes na verdade preferiam os homens mais velhos. Isso sugere que uma maior independência financeira dá a elas mais confiança na escolha do parceiro, que as leva a homens mais velhos, atraentes e poderosos.

O comportamento de homens e mulheres se torna mais semelhante conforme as mulheres ganham mais, mas apenas em termos da importância da atração física. O maior rendimento ainda faz as mulheres preferirem os mais velhos, e os homens ainda preferem as mais jovens.

Sendo assim, os pesquisadores concluem que o estereótipo popular da mulher poderosa, que adota padrões de comportamento masculino, é fortemente questionável.

Pensar positivo pode aliviar dores



Os autores de livros de auto-ajuda não desistem de tentar mostrar os benefícios do pensamento positivo, de pensar e atrair energias positivas, de imaginar cenários alegres, felizes, melhores. Uns dizem até que este é “o segredo” de viver bem. Agora cientistas se juntam a estes escritores para dizer que o pensamento positivo pode até aliviar dores.

Pesquisadores da Universidade de Oxford resolveram testar o que aconteceria se eles dissessem aos participantes do estudo que certo remédio iria aumentar, diminuir ou não ter nenhum efeito sobre a dor. Para causar a dor os investigadores aplicaram um doloroso estímulo de calor na perna de 22 voluntários e pediram para eles classificarem o nível de dor que sentiam. Em seguida, depois de informados sobre o efeito que a droga iria ter, receberam uma dose do analgésico “remifentanil”.

Aqueles que acreditaram estar tomando um remédio para diminuir a dor reportaram uma diminuição de até 41% na dor. Quando, entretanto, foram informados que não havia mais o efeito do medicamento, os níveis se igualaram aos do teste inicial. Na verdade, as pessoas ainda estavam sob influência do remédio, mas foram levados a pensar o contrário.

Além dos dados fornecidos pelos voluntários, os médicos também utilizaram ressonância magnética para avaliar os resultados. Foi constatado um aumento da atividade das regiões do cérebro ligadas à sensação de dor. Quando os pacientes esperavam um efeito analgésico, as atividades caíam.

A co-autora do estudo, Irene Tracey, disse em entrevista à BBC que o estudo confirma os efeitos psicológicos na percepção individual da dor. Ela faz a ressalva de que os efeitos podem mudar de uma pessoa para outra.

Mas fica aí a dica. Da próxima vez que você for passar por algo que faça sentir dor como uma tatuagem ou um tombo inesperado, é só se concentrar e pensar repetidamente: “não está doendo!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Por que ouvimos o som do mar nas conchas?



Que criança nunca ouviu dos pais ou dos avós que dá para escutar o barulho do mar ouvindo uma concha? Na praia ou mesmo em casa, longe do litoral, ao encostar uma concha na orelha pode-se captar um ruído abafado e distante, parecido com o das ondas ou, às vezes, como uma televisão fora de sintonia. Depois de um tempo, alguém conta que aquilo não é verdade e o som do oceano na concha entra para a estante dos mitos junto com o Papai Noel e a Fada do Dente.

Mas, então, porque ouvimos aquele ruído? Quando você “escuta” uma concha, você está apenas ouvindo a todos os sons que estão ao seu redor. A forma de concha funciona como um amplificador do som ambiente. É por isso que alguns anfiteatros ao ar livre têm este formato. Encostando a concha na orelha, o ar que passar por ali vai bater e voltar nas superfícies curvadas da concha, esta ressonância do ar acaba criando o som que a gente percebe. Quando maior a concha, mais tempo o ar vai demorar para reverberar na superfície, assim, a altura do som será mais baixa. Com as conchinhas, o efeito é o contrário.

O bom é que realmente lembra o barulho do mar. Se você estiver em casa, longe da praia e sem um aquário com conchinhas por perto, não tem problema, basta colocar as mãos dobradas em forma de concha tampando os ouvidos, e pronto, é como voltar à infância.

O Peso da Alma - 21 gramas



Em 1907,Dr. Duncan MacDougall de Haverhill, Massachusetts, conduziu experimentos para tentar provar que a alma tem uma massa mensurável e, como consequência disso, que ela é material.

Ele, então, construiu em seu escritório, uma cama especial em cima de uma balança, muito precisa, para que pudesse mensurar cada perda de peso de seus pacientes. Seu teste foi realizado com 6 pacientes em estado terminal (quatro com tuberculoso, um com diabete e um de causas não especificadas).Ele os observou antes, durante e depois do processo da morte, e mensurou cada perda de peso dos pacientes. Ele teve o cuidado de eliminar cada causa fisiológica para a perda de peso.

Os pacientes perdiam peso a uma taxa de 28 gramas por hora (a medida utilizada era a onça, e cada paciente perdia uma onça por hora. Uma onça tem 28 gramas) devido a respiração e a evaporação do suor. Após um período de 3 horas e 40 minutos, o paciente morreu e, coincidentemente, a balança registrou uma perda de 21 gramas no exato momento. A causa da perda não poderia ser devido a respiração e evaporação do suor, pois a taxa de perda de peso por esses fatores já haviam sido determinadas.

O paciente também não urinou ou defecou, até porque seus excrementos permaneceriam em cima da cama-balança. Havia ainda uma outra possibilidade para a perda de peso, que seria o esvaziamento completo dos pulmões. MacDougall subiu na balança e inspirou e expirou o mais forte que pôde, e nenhuma modificação considerável na balança foi registrada. Analisando os fatos,como poderiam explicar a perda de peso súbita do paciente? Seria o peso da alma?

MacDougall repetiu os experimentos com 15 cachorros e observou que os resultados davam negativos, ou seja, não havia nenhuma redução do peso no caso dos cachorros morrendo. De acordo com a sua doutrina religiosa, os animais não teriam almas, como os humanos. Então, os resultados estavam mais do que satisfatórios.

Em Março de 1907, os resultados do experimento de MacDougall foi publicado no jornal The New York Times e no jornal de medicina American Medicine. Mary Roach escreveu o seguinte,em sua coluna :

"De acordo com Dr. Augustus P. Clarke, MacDougall falhou por não ter levado em consideração o súbito aumento da temperatura corporal durante a morte, quando o sangue pára de ventilar os canais pulmonares. Clarke disse que o suor e a evaporação pela respiração, causadas pelo aumento da temperatura, deveria contar em ambos os casos, na perda de peso do homem e na ausência da perda nos cachorros (os cachorros se autoventilam ao ofegarem, e não ao transpirarem).MacDougall rebateu, dizendo que sem circulação, o sangue não pode ir até a superfície da pele e então não há ventilação. O debate continou acirrado de Maio até Dezembro."

E então o site continua :
E necessário ter uma boa dose de credulidade para concluir que os experimentos de MacDougall comprovam qualquer coisa sobre a perda de peso pela morte, muito menos que a quantificação da massa da alma.Seus estudos não foram consistentes, variando os resultados entre os 6 pacientes :

Paciente 1 - "De repente, coincidindo com a morte (…) o peso decresceu 21 gramas."

Paciente 2 - "A perda de peso foi de aproximadamente 14 gramas. Meu companheiro verificou e descobriu o que o coração tinha parado. Eu tentei novamente e a perda de peso foi de 32 gramas."

Paciente 3 - "Meu terceiro caso mostrou 14 gramas de perda coincidindo com a morte, e uma perda de 28 gramas após alguns minutos."

Paciente 4 - "Nossas escalas infelizmente não estavam ajustadas, e houve alguma interferência de pessoas que não estavam satisfeita com meus estudos. Eu declaro que esse teste não teve valor."

Paciente 5 - "Esse caso mostrou uma perda de 10,5 gramas no momento da morte."

Paciente 6 - "Este último teste não foi confiável. Esse paciente morreu aproximadamente 15 minutos depois de ser posto na balança, enquanto eu estava ajustando as medidas."

BrainDriver, como dirigir um carro usando apenas o cérebro



Será que no futuro nossos carros irão voar como no desenho dos Jetsons? Bem, se considerássemos os desenho clássico dos estúdios Hanna Barbera, nossos carros já teriam ganhado os céus há muito tempo, desde 2008, ano que Os Jetsons é ambientado. Mas tudo bem, pois apesar de ainda não temos “carros voadores populares”, já temos a possibilidade de dirigir um carro usando apenas o nosso cérebro!

O Professor Raul Rojas da Universidade Freie de Berlin e sua equipe de pesquisadores desenvolveram um sistema chamado BrainDriver, que usa um sensor da Emotiv, criado originalmente para jogos. Usando a eletroencefalografia (EEG), o sensor faz uma leitura das ondas cerebrais do motorista e cria uma interface entre o homem e o carro.

Depois de algumas rodadas de “treinamento mental”, o motorista aprende a movimentar objetos apenas com o pensamento. Cada ação corresponde a um padrão diferente de atividade cerebral, e associado ao software EEG é possível executar os padrões de comandos específicos, como virar à esquerda, virar à direita e acelerar, que são transferidos para o sistema drive-by-wire do veículo (no caso um Volkswagen Passat Variant 3).

O vídeo abaixo mostra um motorista controlar o motor, freios e direção do carro com o pensamento. Como diz a narração, “não tente fazer isso em casa”! A equipe do projeto AutoNOMOS já tinha feito testes com um carro controlado por um iPhone, por um iPad e por um sistema de reconhecimento ocular, mas nada é tão impressionante quanto o BrainDriver.




Só que não adianta se empolgar muito, pois o BrainDriver ainda apenas é um protótipo, e ainda não existe nenhuma previsão de quando ele poderia ser usado nas estradas, pois existe um intervalo entre os comandos e as ações que pode comprometer a segurança dos passageiros do carro.

O BrainDriver pode até demorar alguns anos para se tornar um produto viável, mas é incrível imaginar um futuro no qual nós iremos dirigir nossos carros usando apenas os nossos pensamentos!

Como evitar o mau hálito



O mau hálito, conhecido cientificamente como halitose, pode ter consequências ruins na vida das pessoas, como lhe custar um amor ou um emprego. Mais comum do que muita gente pensa, a boa notícia é que tal odor indesejável é mais fácil de se livrar do que se imagina.

A primeira coisa a se fazer é determinar se o seu hálito é fresco ou não. A maioria das pessoas com mau hálito não tem consciência disso, porque o cérebro se torna aclimatado ao cheiro pessoal.

De qualquer forma, existem maneiras de auto-diagnosticar o mau hálito. Comece com a língua. Qual a cor de sua língua? Segundo os médicos, uma língua rosa brilhante indica hálito fresco. Uma língua branca e de aparência escamosa pode indicar mau hálito.

Como as pessoas se habituam ao seu cheiro, checar sua própria respiração com as mãos em concha não é a melhor maneira de verificar a halitose. Em vez disso, lamber as costas da mão, deixar secar por alguns segundos, e depois sentir o cheiro da superfície é a melhor tática.

Os médicos explicam que o mau hálito não é um sinal de má higiene dentária. Não tem a ver com os dentes, e sim com a língua. A língua é como um tapete felpudo. Mais de 600 tipos de bactérias são encontradas na boca média, e muitas dessas bactérias ficam presas sob a superfície da língua e causam o mau hálito.

Combater essas bactérias não é tão difícil nem tão fácil. Uma estratégia-chave é manter-se hidratado. A boca seca é um terreno fértil para as bactérias. A saliva tem oxigênio, um inimigo natural das bactérias fétidas. Beber água e ou mastigar goma de mascar sem açúcar pode produzir saliva e, naturalmente, livrar-lhe do mau hálito.

Chicletes e gargarejos não são más idéias, mas são correções temporárias. Mascaram o cheiro, mas não matam as bactérias que causam o odor.

Cuidar da alimentação ajuda mais. Alguns alimentos podem provocar mau hálito, como alho, cebola, curry e peixes. Bebidas ácidas como cerveja, vinho, café e refrigerante também podem ser um gatilho. Elas contêm compostos que liberam o mau cheiro e são absorvidos pela corrente sanguínea. Limitar chocolates e doces é bom, pois o açúcar ajuda a bactéria a se reproduzir em sua boca, provocando o mau hálito.

E existem também os alimentos que corrigem o mau hálito. O chá verde tem propriedades anti-bacterianas que nocauteiam o fedor. Canela contém óleos essenciais que matam muitos tipos de bactérias orais. Comer frutas e legumes, como batata frita, aipo ou maçãs, oferece dois benefícios: mastigá-los produz mais saliva na boca, e a textura firme ajuda a afastar bactérias. Melões, bagas, laranjas e outros alimentos ricos em vitamina C ajudam a matar as bactérias naturalmente.

Se você modificar seu estilo de vida e hábitos alimentares e o mau hálito persistir, contate um médico. Os especialistas dizem que o mau hálito pode ser um sinal de uma doença mais grave. Em cerca de 10% dos casos, o mau hálito é um sintoma de sinusite crônica, infecção das vias respiratórias, doença do refluxo, doença do fígado e rim, câncer ou diabetes. Essas doenças podem liberar substâncias químicas no corpo que resultam em mau hálito.

Até por esse motivo é bom avisar as pessoas se elas têm mau hálito. A maioria delas não pode cheirar sua própria respiração, portanto, se você detectar o mau hálito de um amigo, você deve falar.

Apesar de desagradável para todos os envolvidos, é a coisa certa a fazer. Afinal, se você fosse a pessoa com mau hálito, não iria querer saber? Especialistas dizem que se manifestar faz parte de ter boas maneiras. Se as pessoas falam mal pelas costas, isso transforma em uma situação pior. Se você respeita a pessoa, é seu dever contá-la.

Eles sugerem duas abordagens. A primeira é sentar-se com seu amigo em um ambiente privado e ser direto. Comece a conversa dizendo-lhe que você acredita que há algo que ele gostaria de saber e que não tem certeza de que ele está ciente do problema.

Ou, se você sabe que a pessoa é sensível, seja mais cauteloso. Delicadamente levante a questão trazendo balas ou chicletes com você. Pegue um primeiro, e depois ofereça um a seu amigo. Se a pessoa não quiser, é aceitável dar uma “indireta”, simplesmente dizendo: “Eu acho que você deveria aceitar”.

As primeiras impressões, profissionais ou pessoais, são as que ficam. Então não deixe o mau hálito manchar sua imagem. Aproveite as dicas e mantenha as bactérias afastadas para ter um hálito fresco.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mulheres dormem pior quando bebem



Algumas pessoas acreditam que o álcool ajuda a dormir, mas para as mulheres, isso não é tão verdade. Segundo uma nova pesquisa, conforme a bebida desaparece do corpo, as pessoas – especialmente mulheres – podem ter interrupções, e começar a se mexer e se virar.

No estudo, os pesquisadores monitoraram o sono de 93 homens e mulheres com 20 e poucos anos após uma noite de bebedeira e uma noite de “falsa bebedeira”. Na primeira, os voluntários beberam whisky ou vodka com refrigerante sem cafeína até sua CCB alcançar 0,1, um nível que faz com que a maioria das pessoas fique visivelmente bêbada.

Na outra noite, cerca de uma semana depois, os voluntários beberam um “placebo”, uma bebida que tinha apenas algumas gotas de álcool em cada copo. Poucos foram realmente enganados com a bebida falsa.

Os participantes deveriam dormir por oito horas após cada sessão. Enquanto dormiam, técnicos de investigação monitoraram suas ondas cerebrais, movimentos oculares e marcadores do sono. Ao acordar, os voluntários deveriam avaliar o quão bem eles tinham dormido.

A pesquisa descobriu que as mulheres que vão para a cama bêbadas dormem pior do que os homens com o mesmo teor de álcool no sangue. Elas têm sono mais irregular e dormem por menos tempo após uma noite de bebedeira do que quando estão sóbrias.

Esse é o primeiro estudo que mostra que o mesmo nível de embriaguez afeta mais o sono das mulheres do que dos homens. Os motivos são incertos, mas os pesquisadores acreditam que as diferenças existem porque o corpo das mulheres metaboliza o álcool de forma diferente, e o limpa da corrente sanguínea mais rapidamente.

De acordo com as leituras de laboratório, os homens dormiam tão profundamente depois de beber álcool quanto quando estavam sóbrios. As mulheres, ao contrário, dormiam cerca de 20 minutos a menos e acordavam com mais frequência e por períodos mais longos quando tinham álcool no sistema.

A maioria dos participantes se sentiu menos descansados após a noite de bebedeira. Ambos os sexos consideraram a qualidade do sono pior depois do álcool. Segundo os pesquisadores, a sonolência pode ser perigosa porque prejudica a função mental e a capacidade de condução segura.

A perturbação do sono foi associada ao alcoolismo e à recaída entre aqueles que estão tentando superar sua dependência. Mais pesquisas devem tentar esclarecer como os problemas de sono relacionados com o álcool podem contribuir para o problema.

Os homens não devem sentir que estão fora do perigo, entretanto. Cientistas dizem que, embora as mulheres se saiam pior depois de beber por uma noite, o sono de ambos os sexos sofre, especialmente na segunda metade da noite. As pessoas tendem a pensar que beber é um “sonífero”, e melhora a qualidade do sono, mas no fim, todos acabam tendo uma interrupção.

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