quarta-feira, 2 de março de 2011

Crianças nascidas em Marte seriam mais altas



Se um dia o homem decidir (e conseguir, claro) colonizar marte, a Agência Aeroespacial Norte Americana (NASA) já avisa que as crianças nascidas por lá serão mais altas que os humanos nascidos na Terra. Ah! E passar as férias escolares no nosso planeta não será uma opção.

Na Terra nós somos submetidos constantemente à força da gravidade durante toda vida. Em outros planetas do nosso sistema solar, isso não iria acontecer. O engenheiro aeroespacial, Robert Zubrin, que defende a terraformação de Marte, teorizou que as crianças nascidas em planetas com gravidade mais baixa, como a de Marte, que corresponde a um terço da nossa, iriam crescer alguns centímetros a mais do que na Terra. Ele garante, no entanto, que os genes herdados de seus pais não iriam mudar, mas a coluna iria alongar mais que na Terra por causa do menor grau de atração que o corpo sofreria.

Contudo, não iria ser fácil para os naturais de Marte voltarem para a Terra. Eles iriam ter alguns problemas. Eles teriam de lidar com uma gravidade três vezes maior que a do seu planeta natal. Isto acarretaria problemas sérios aos seus ossos. O cientista da NASA, Al Globus, dá o exemplo de uma pessoa que pesa 72 quilos em Marte. “Se a pessoa mudasse para um planeta com gravidade três vezes maior, como numa mudança de Marte para a Terra, ela passaria a pesar 226 quilos e teria dificuldades de se levantar da cama”.

Alguns cientistas já estão trabalhando em tornar possível a gravidade artificial para deixar as longas viagens pelo espaço mais “confortáveis” para o corpo humano. De acordo com a NASA, a maioria dos astronautas cresce cerca de cinco centímetros enquanto estão no espaço porque a gravidade reduzida causa o fluído entre as vértebras a expandir. Mas, depois de alguns dias de volta na Terra eles voltam a sua altura normal.
Por sorte, as crianças de Marte não iria ter problemas de músculos ou ossos como tem os astronautas, mas elas não iriam poder fazer visitas ao planeta dos bisavós.

Óleo de peixe previne perda de peso durante quimioterapia



A perda de peso é comum em pacientes durante quimioterapia para tumores agressivos, tanto porque o tratamento pode reduzir o apetite quanto porque tumores levam à perda de massa muscular.

Agora, uma nova pesquisa indica que o óleo de peixe pode em breve estar no menu de pessoas com câncer, justamente para evitar essa perda de peso durante a quimioterapia.

Estudos anteriores sobre o mesmo tema eram inconclusivos. Experiências sugeriam que o óleo de peixe poderia ajudar, mas ensaios clínicos maiores não obtiveram evidências, possivelmente porque envolveram pessoas com cânceres avançados, que são difíceis de tratar.

No novo estudo, os pesquisadores demonstraram que 16 pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão que receberam 2,2 gramas de óleo de peixe por dia mantiveram seu peso durante a quimioterapia. Um grupo controle, que passou pelo tratamento sem o óleo, perdeu uma média de 2,3 kg no mesmo período.

Os cientistas acreditam que o óleo de peixe ajuda a prevenir a perda de peso através da redução da resposta inflamatória do câncer que causa a degradação do músculo.

Metade dos homens podem ter infecções por HPV



Segundo um novo estudo, metade dos homens na população em geral podem estar infectados com o papilomavírus humano ou HPV, o vírus da verruga humana.

A infecção por HPV é mais conhecida como a principal causa de câncer cervical, o segundo câncer mais comum em mulheres em todo o mundo. Mas várias estirpes de HPV também causam câncer anal, na cabeça, no pênis e no pescoço.

Os pesquisadores estudaram as taxas de infecção entre mais de 1.100 homens com idades entre 18 e 70 anos, nos Estados Unidos, Brasil e México, para obter um retrato da evolução natural da infecção pelo HPV nos homens.

Os resultados: existe uma elevada proporção de homens com infecções genitais por HPV – 50%.

A equipe também descobriu que a taxa na qual os homens adquirem novas infecções por HPV é muito semelhante à das mulheres. Além disso, cerca de 6% dos homens por ano terão uma nova infecção por HPV 16, a estirpe conhecida por causar câncer cervical em mulheres e outros tipos de câncer em homens.

Isso leva ao debate da vacinação de homens e meninos, que impediria alguns destes cânceres. Nos EUA, a recomendação já existe para meninas e mulheres jovens (entre 11 e 26 anos), mas alguns temem que a vacina seja muito cara para justificar seu uso nos homens, também.

As vacinas feitas hoje já oferecem proteção contra a estirpe do vírus HPV que afeta os homens. Segundo os pesquisadores, a biologia parece ser muito semelhante para ambos mulheres e homens.

O que é diferente é que os homens parecem ter alta prevalência de infecções genitais por HPV durante a vida. E as mulheres parecem mais capazes de “curar” uma infecção pelo HPV, especialmente à medida que envelhecem. Os homens parecem não ter esta mesma capacidade.

Segundo especialistas, este estudo destaca a alta incidência de infecção por HPV em homens, o que enfatiza seu papel na transmissão do HPV para as mulheres, também. No entanto, enquanto os médicos podem vacinar meninos e homens com idades entre 9 a 26 anos se acharem necessário, os agentes de saúde americanos se recusam a recomendar a vacinação de rotina para o sexo masculino.

A conclusão dos pesquisadores é que o estudo certamente reforça o argumento para a vacinação dos homens, tanto para sua própria proteção, quanto de suas parceiras ou parceiros.

Descoberto gene humano em uma bactéria



Um lance do tipo Frankenstein foi descoberto no mundo da microbiologia. Cientistas encontraram um evidências de DNA humano no genoma de uma bactéria. Não qualquer bactéria, mas sim, a responsável por transmitir a doença sexualmente transmissível Gonorréia (Neisseria gonorrhoeae). Segundo os pesquisadores, esta novidade pode ajudar a entender porque estes seres conseguem se adaptar tão bem e viver em seus hospedeiros.

Os responsáveis pela descoberta ficaram surpresos porque, geralmente, são os vírus e as bactérias que deixam vestígios de sua contaminação nos humanos. De acordo com estudos, esta transferência lateral de genes é comum entre bactérias e organismos multicelulares. Mas esta é a primeira vez que os cientistas encontraram genes externos em uma bactéria. Ao invés de depositar um gene, ela roubou.

Aparentemente funciona assim: a bactéria pega uma sequência genética do hospedeiro que está infectando, uma nova habilidade que poderia ajudá-la a se adaptar. Segundo o professor de microbiologia e imunologia da Northwestern University Feinberg School of Medicine, Hank Seifert, esta habilidade adquirida pode capacitar a bactéria a desenvolver novas resistências e ficar mais forte. “Se este evento particular ofereceu vantagens para a bactéria da gonorréia, ainda não sabemos”, declarou o professor.

A descoberta foi feita enquanto cientistas examinavam sequências genômicas de diversas bactérias causadoras da doença. Três delas apresentaram pedaços de DNA que, dentro da sequência, eram idênticas a uma sequência encontrada em humanos.

No mundo todo, 50 milhões de pessoas são infectadas com gonorréia todo ano. A doença é tratada com antibióticos, mas não se pode esquecer que as bactérias conseguem se tornar resistentes a várias drogas. Estudar o fragmento de DNA humano da bactéria pode ajudar os cientistas a encontrar tratamentos mais eficazes. “O próximo passo é descobrir qual pedaço de DNA está indo embora”, disse Seifert.

Mas o importante mesmo é lembrar que gonorréia é uma doença sexualmente transmissível (DNA). Ao invés de ficar doando DNA para esta bactéria e tomando antibióticos para combatê-la, o melhor a se fazer é usar proteção na hora do sexo. A camisinha pode prevenir estes Frankensteins, DSTs e gravidez indesejada. É melhor prevenir que remediar.

Remédio contra osteoporose pode fazer mulheres viverem mais



Uma substância química, que está causando polêmica sobre seus efeitos colaterais, ganhou, este mês, um aliado em sua luta. Os bisfosfonatos são utilizados para tratar a osteoporose em mulheres no período pós-menopausa.

O primeiro nocaute veio de um comunicado, lançado em 2010, pela Food and Drugs Administration, órgão do governo americano que cuida da aprovação de alimentos e medicamentos (para humanos e animais) nos EUA. A agência anunciou que estava investigando possível ligação entre o composto e fraturas atípicas no fêmur de mulheres usando remédios baseados em bisfosfonatos. Também foram relatados casos de necrose no osso do maxilar de algumas mulheres.

Veio, então, o revide. Pesquisadores australianos publicaram o resultado de um estudo que dizia que mulheres idosas que tomam bisfosfonatos vivem mais tempo. A cada cem mulheres do estudo, três que não usaram a droga para os ossos morreram todo ano, em comparação a uma porcentagem menor que um, para aquelas que receberam o medicamento.

Apesar de não provar que os bisfosfonatos aumentem a longevidade, o médico Ethel S. Siris, do Centro Toni Stabile de Osteoporose, da Universidade Columbia, considera os resultados “boas notícias”. Uma especulação é que as mulheres que recebem o tratamento fiquem mais saudáveis.

Estimativas de Siris, publicadas em janeiro, mostraram que os bisfosfonatos podem ter prevenido mais de 144 mil fraturas entre mulheres em pós-menopausa em um período de oito anos. “O lado ruim é que as notícias exageradas sobre os riscos de efeitos colaterais desta droga veiculadas pela mídia têm feito as pessoas suspenderem o tratamento, quando deveriam continuar”, disse o médico. Os especialistas esperam que a novidade lançada pelos pesquisadores australianos faça as pacientes recuperarem a confiança no medicamento.

Pelo sim, pelo não, melhor aguardar o próximo round.

terça-feira, 1 de março de 2011

Pele artificial poderá detectar doenças



Um cientista da Universidade de Stanford está criando uma pele artificial que poderá detectar substâncias químicas e biológicas e produzir eletricidade, além de poder se esticar a até 30% do seu comprimento normal.

O responsável pelo projeto, Zhenan Bao, já havia produzido uma pele artificial utilizando um transistor orgânico flexível, feito de materiais a base de carbono e polímeros flexíveis. Por causa do transistor, a pele artificial pode detectar pressão e toque através de uma camada fina e elástica de borracha parecida com uma grade em forma de pequenas pirâmides. São quase 25 milhões destas pirâmides por centímetro quadrado. Estas camadas mudam sua grossura quando pressão é aplicada, mudando o fluxo pelo transistor.

Agora, Bao e seus parceiros decidiram aplicar celular solares flexíveis, capazes de esticar até 30% do seu tamanho, além de produzir eletricidade. Ele pretende que sua pele seja capaz de detectar substâncias químicas e diferentes tipos de moléulas biológicas. Para isso, a superfície do transistor será coberta com outras moléculas que serão capazes de reagir e se ligar a outras. “Dependendo do tipo de material que colocamos no sensor e como modificamos o material semicondutor do transistor, nós podemos ajustar os sensores para captar a presença de materiais químicos ou biológicos” em líquido ou vapor.

Para transmitir as informações assimiladas, a pele transmitirá sinais eletrônicos para um computador ou cérebro humano. As células solares ficarão responsáveis por isso. Bao planeja aplicar sua pele em robôs. “Você consegue imaginar a mão de um robô que pode ser usada para tocar algum líquido e detectar certas proteínas associada a algum tipo de doença e o robô poderá dizer: ‘esta pessoa está doente’. Ou ele poderá tocar o suor de alguém e dizer: ‘esta pessoa está bêbada’”.

Sorvete feito com leite materno pode ser comprado na Inglaterra



Para os fãs de Lady Gaga, uma novidade! Não, não é o clipe da música Born This Way que a cantora lançou ontem (28-02-2011), um restaurante de Londres lançou um sorvete feito com leite de mulheres e decidiu chamá-lo de Baby Gaga. A “homenagem” à artista não para aí, se você for até o Icecreamists e pedir este sorvete, será servido por uma garçonete vestida como Lady Gaga.

“Nos últimos cem anos ninguém fez nada interessantes com sorvete, eu quis reinventá-lo totalmente”, disse o fundador do Icecreamists, Matt O’Connor. O restaurante é especializado em “peculiares” tipos de sorvetes, mas usar leite materno foi a coisa mais estranha que eles já fizeram. A primeira mulher a doar seu leite, Victoria Hiley, de 35 anos, encontrou um anúncio em um fórum na internet e ficou curiosa, se questionando se aquilo seria ou não verdade. Decidiu tentar e doou seu leite para o restaurante.

Agora eles estão procurando mais mamães que topem vender seu leite. Victoria disse que a sobremesa é uma delícia e derrete na boca.

Para quem quiser saber a receita, além do leite retirado das mulheres com o uso de uma bombinha, o sorvete leva essência de baunilha e de limão. O preço é de US$ 22,50 e vem em um copo de Martini com nitrogênio líquido como cobertura. Será que a Lady Gaga topa experimentar?

Criada nanopartícula para otimizar vacinas



Quatro cientistas atuantes nos EUA nas áreas de medicina e biomedicina criaram nanopartículas que “imitariam” vírus para criar imunidade para toda a vida. Os estudiosos se inspiraram na vacina contra febre amarela que protege os humanos durante anos com apenas uma injeção. Esta vacina foi criada nos anos 1930 pelo ganhador do prêmio Nobel, Max Theiler.

As nanopartículas foram criadas a partir de polímeros biodegradáveis, similares a vírus em sua composição imunológica e em seu tamanho, que levou à imunidade vitalícia em ratos. Segundo o estudo publicado na revista Nature, as nanopartículas são feitas de poli(ácido láctico–co–ácido glicólico) – PLGA, um poliéster bioreabsorvível, e os dois componentes principais são monophosphoryl lipid A (MPL) e inquimod. Estas partículas podem ser utilizadas permutadamente com materiais de variedades de vírus ou bactérias.

“Os resultados da pesquisa respondem a uma questão antiga da vacinologia: como algumas vacinas induzem imunidade por toda a vida?”, disse Bali Pulendran, líder da pesquisa. “Estas partículas poderiam oferecer um jeito imediato de aumentar estoques escassos quando o acesso a um material viral está limitado, como por exemplo, uma pandemia de gripe ou uma infecção de emergência. Além disso, existem muitas doenças como HIV, malária, tuberculose e dengue que ainda não têm boas vacinas. Nós acreditamos que este tipo de intensificador de imunidade pode ajudar”.

A imunidade vitalícia é alcançada por meio do estímulo das nanopartículas a duas área diferentes do nosso sistema imunológico. Isto acontece de maneira parecida com a ação da vacina contra febre amarela, que estimula os receptores do tipo Toll (TLR) no sistema imunológico próprio. Os TLR são proteínas capazes de perceber “pedaços” de vírus, parasitas e bactérias. Pulendran explica melhor: “Os TLR são como o sexto sentido do nosso corpo porque eles têm uma capacidade maravilhosa de ‘sentir’ vírus e bactérias e levar esta informação para que haja resposta imunológica. Nós descobrimos que, para ter respostas melhoradas, você precisa acertar mais de um tipo de receptor do tipo Toll. Nossa intenção era criar uma partícula sintética com conseguisse cumprir esta tarefa”.

Como a vacina contra a febre amarela é percebida pelo sistema imunológico através de vários TLR, os cientistas pensaram que esta seria a chave para a criação das nanopartículas. Na experiência com ratos, as nanopartículas aumentaram a produção de anticorpos para proteínas como as de bactérias de anthrax ou do vírus da gripe. Além disso, as células imunológicas ofereceram proteção nos nódulos linfáticos dos ratos durante toda a vida deles que dura cerca de 18 meses. Falta agora tentar fazer com que ela dure anos.

Maior pintura 3D do mundo



O artista chinês Qi Xinghua entrou para o Guiness, livro de recordes, por ser o pintor responsável pela maior obra de arte em 3D do mundo. A obra, chamada “Lions Gate George”, está pintada em frente a um shopping center em Guangzhou, China.

Ela mede 23 metros de largura e 32 metros de comprimento, no chão. A parede do fundo tem seis metros de altura. O “quadro” cobre uma área de 892 metros quadrados e parece tão realista que as algumas pessoas confessaram ter sentido tontura andando nas cordas da pintura.

O autor da pintura disse que levou um mês inteiro para criar aquela ilusão. Ele contou ainda que foi muito trabalhoso. O antigo recorde de pintura 3D era do mesmo artista, uma pintura de 535 metros quadrados.

Estrela de nêutrons revela forma de matéria bizarra



Segundo um novo estudo, o núcleo ultradenso de uma estrela que explodiu contém uma forma bizarra de matéria supercondutora chamada superfluido.

Superfluidos são feitos de partículas carregadas, supercondutoras, que permitem o fluxo de corrente elétrica sem resistência.

A estrela estudada chama-se Cassiopéia A (Cas A). Ela é uma estrela de nêutrons, que é o que sobra da supernova, a explosão de uma estrela massiva no fim de sua vida. Ou seja, Cas A é o remanescente de uma estrela gigante que explodiu a cerca de 330 anos atrás. Ela está a cerca de 11.000 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Cassiopéia.

Os cientistas detectaram um mergulho rápido na temperatura de Cas A. A queda de temperatura é uma sólida evidência para a presença de um estranho estado da matéria no núcleo de Cas A, o superfluido.

Segundo os pesquisadores, a estrela tem esfriado cerca de 4% durante um período de 10 anos. Esse esfriamento, embora pareça pequeno, é muito dramático e surpreendente, o que significa que algo incomum está acontecendo dentro desta estrela de nêutrons.

Estrelas de nêutrons são uns dos objetos mais densos conhecidos. Uma colher de chá do material das estrelas de nêutron tem uma massa de 6 bilhões de toneladas. A pressão no núcleo da estrela é tão imensa que a maioria dos elétrons se funde com prótons, produzindo nêutrons.

Os físicos desenvolveram modelos detalhados para prever como a matéria deveria se comportar em tais altas densidades, incluindo a possibilidade de superfluidos se formarem.

A superfluidez é um estado sem fricção da matéria. Os superfluidos criados em laboratórios na Terra apresentaram propriedades notáveis. Ele pode escalar, por exemplo, e escapar de recipientes hermeticamente fechados.

Em seus estudos, dois grupos de cientistas encontraram evidências de que o arrefecimento rápido em Cas A é devido à formação de um superfluido de nêutrons no núcleo da estrela de nêutrons, e que isso aconteceu nos últimos 100 anos, mais ou menos.

A pesquisa fornece a primeira evidência direta de nêutrons superfluidos e prótons no núcleo de uma estrela de nêutrons.

As temperaturas de Cas A são consistentes com a teoria, que prevê que uma estrela de nêutrons deve ser submetida a um resfriamento distinto durante a transição para o estado superfluido.

Segundo os pesquisadores, o resfriamento deve continuar por mais algumas décadas antes de parar.

Na Terra, o surgimento de superfluidez em materiais ocorre em temperaturas extremamente baixas, próximas ao zero absoluto, cerca de menos 273 graus Celsius. Mas em estrelas de nêutrons, pode ocorrer a temperaturas exorbitantes de altas, pois as interações das partículas ocorrem através da força nuclear (que une os quarks para formar prótons e nêutrons, e prótons e nêutrons para formar núcleos atômicos).

Até agora, havia uma grande incerteza nas estimativas da temperatura crítica. Mas as novas pesquisas estimam entre 500 milhões a 1 bilhão de graus Celsius.

As descobertas sugerem que Cas A pode servir como um bom teste para estudar como se comportam matérias ultradensas a nível atômico. Os resultados também são importantes para a compreensão da diversidade entre as estrelas de nêutrons, incluindo as pulsações, as explosões de magnetares e a evolução de campos magnéticos poderosos.

Os novos estudos poderiam também ajudar os cientistas a entender melhor as pequenas e bruscas mudanças em estrelas de nêutrons rotantes altamente magnetizadas, conhecidas como pulsares.

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